31 de janeiro de 2007

João Cícero

No dia 11 de fevereiro de 2007, das 09h00 às 17:00hs terá eleição no Conjunto Guaiapó para eleição do novo presidente do bairro. Sabemos que três chapas concorrem a representação política da localidade, entre elas - a chapa 3 - que está sendo encabeçada pelo histórico camarada João Cícero de Macedo, conhecido como "João da base", que já está em plena campanha.

Prós e contras

Fazendo um estudo superficial nos blogs e imprensa escrita, observando os comentários políticos emitidos sobre o convite do governador Requião a João Ivo Caleffi, observamos que entre os prós e contras a sua indicação, prevalecem as posições favoráveis a ele, seja de jornalistas, leitores, adversários políticos, amigos, inimigos, blogueiros e pessoas anônimas que comentam os blogs. Está nas mãos do ex-prefeito realizar um bom trabalho para Maringá e Região Metropolitana que tanto está necessitando. Esperamos.

Visita noturna

Fomos visitados durante a noite - enquanto dormiamos - e entre dois butijões de gás permanentes do lado de fora da residência e em uso doméstico, levaram o que estava semi-cheio. Suponho que o visitante estivesse solito, do contrário teria levado os dois botijões e devia estar precisando apenas de gás. Nada mais levou. Quem sabe voltará em breve para tentar levar o outro que agora já está cheio.

Carta ao Bradesco

Recebida por e-mail
A carta serve a todas instituições bancárias
"CARTA ABERTA AO BRADESCO

Senhores Diretores do Bradesco,
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante. Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.
Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?
Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.
Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço. Além disso, me impõe taxas. Uma "taxa de acesso ao pãozinho", outra "taxa por guardar pão quentinho" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.
Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.
Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de crédito" - equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pãozinho", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.
Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco. Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de conta".
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.
Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para liberar o "papagaio", alguns gerentes inescrupulosos cobravam um "por fora", que era devidamente embolsado. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos.
Agora ao invés de um "por fora" temos muitos "por dentro".
Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 "para a manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa pela existência da padaria na esquina da rua".
A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito.
Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo.
Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quentinho".
Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.
Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal.
E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central. Sei disso.
Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais.
Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, tais taxas são uma imoralidade."

Pirataria

A pirataria é no mundo algo real que caminha junto com o trabalho informal. Combater a pirataria não basta caso não seja pensado políticas de desenvolvimento econômico por meio de emprego aos milhões de pessoas que dele depende para sobreviver.
No Brasil, por exemplo, houve um combate direto à pirataria em 2006 sem investimentos no emprego. De nada adianta. Para ser ter uma idéia, no ano passado, as mercadorias apreendidas nos primeiros nove meses superou em quase R$ 8 milhões o volume total apreendido em 2005. De acordo com a Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral daPresidência da República, foram R$ 602,8 milhões em produtos falsificados e contrabandeados tirados de circulação de janeiro a setembro de 2006, como CDs e DVs: 5,4 milhões de unidades recolhidas (170% a mais que em 2005), cigarro: 1,7 milhão de pacotes, eletrônicos: 220 mil unidades e medicamentos: 108 mil caixas...
Ao mesmo tempo não houve crescimento de emprego, forçando as pessoas a voltarem às atividades piratas. E quem não voltaria, não tendo outra ocupação? Até eu.

30 de janeiro de 2007

Coisas de Supermercados

Já ouvi muitas histórias de que pessoas pegam pequenos objetos ou alimentos em Supermercados e, na maior calma as levam para casa. Já me contaram que um senhor pegou um pedaço de lingüiça, colocou por entre a calça e cueca e saiu numa boa.
Hoje percebi um pai com uma criança (de aproximadamente 4 anos) cada um tomando um líquido dentro de um grande Supermercado, enquanto faziam compras. Ao mesmo tempo observei que um representante do Supermercado estava seguido-os.
De repente não mais vi os recipientes com o pai e com o filho. Em seguida percebi que o representante do Supermercado andava com dois recipientes parecidos com os que o pai e filho utilizavam (bebiam).
Fiquei pensando: tem que ter coragem para fazer o que fizeram. E são muitas as pessoas que diariamente fazem atos como este nos Supermercados.
A sorte daquele pai foi o representante da Rede nada ter feito. A questão é o ensinamento dado por aquele pai àquela criança.

Paradígma

Enviado por Cristiano R.S.
Atribuída a Albert Einstein

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula e no centro desta, puseram uma escada com um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancada.Passado algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado,e repetiu-se o fato. Um quarto e finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos, que mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...".
Não devemos perder a oportunidade de pensar nesta história para que de vez em quando, as pessoas se questionem por que fazem (ou não fazem) certas coisas.

Mulher. Sua origem e seu fim

Texto atribuído a Luís Fernando Veríssimo, será?

Existem várias lendas sobre a origem da Mulher. Uma diz que Deus pôs o primeiro homem a dormir, inaugurando assim a anestesia geral, tirou uma de suas costelas e com ela fez a primeira mulher.
E que a primeira provação de Eva foi cuidar de Adão e agüentar o seu mau humor enquanto ele convalescia da operação.
Uma variante desta lenda diz que Deus, com seu prazo para a Criação estourado, fez o homem às pressas, pensando "Depois eu melhoro", e mais tarde, com o tempo, fez um homem mais bem-acabado, que chamou Mulher, que é "melhor" em aramaico.
Outra lenda diz que Deus fez a mulher primeiro, e caprichou nas suas formas, e aparou aqui e tirou dali, e com o que sobrou fez o homem só para não jogar barro fora.
Em certas tribos nômades do Meio Oriente ainda se acredita que a mulherfoi, originariamente, um camelo, que na ânsia de servir seu mestre de todas as maneiras foi se transformando até adquirir sua forma atual.
No Extremo Oriente existe a lenda de que as mulheres caem do céu, já dekimono.
E em certas partes do Ocidente persiste a crença de que mulher se compra através dos classificados, podendo-se escolher idade, cor da pele e tipo demassagem.
Todas estas lendas, claro, têm pouco a ver com a verdade científica.
Hoje se sabe que o Homem é o produto de um processo evolutivo quecomeçou com a primeira ameba a sair do mar primevo, e é descendentedireto de uma linha específica de primatas, tendo passado por várias fases até atingir o seu estágio atual - e aí encontrar a Mulher, que ninguém aindasabe de onde veio.
É certamente ridículo pensar que as mulheres também descendem de macacos. A minha mãe, não!
Mas de onde veio a primeira mulher, já que podemos descartar tanto a evolução quanto as fantasias religiosas e mitológicas sobre a criação?
Inclino-me para a tese da origem extraterrena. A mulher viria (isto é pura especulação, claro) de outro planeta. Venho observando-as durante anos - inclusive casei com uma, para poder estudá-las mais de perto - e julgo ter colecionado provas irrefutáveis de que elas não são deste mundo.
Observei que elas não têm os mesmos instintos que nós, e volta e meia são surpreendidas em devaneio, como que captando ordens de outra galáxia, embora disfarcem e digam que só estavam pensando no jantar.
Têm uma lógica completamente diferente da nossa. Ultimamente têm tentado dissimular sua peculiaridade, assumindo atitudes masculinas e fazendo coisas - como dirigir grandes empresas e xingar a mãe do motorista ao lado - impensáveis há alguns anos, o que só aumenta a suspeita de que se trata de uma estratégia para camuflar nossas diferenças, que estavam começando a dar na vista.
Quando comentamos o fato, nos acusam de ser machistas, presos a preconceitos e incapazes de reconhecer seus direitos, ou então roçam a nossa nuca com o nariz, dizendo coisas como "ioink, ioink" que nos deixam arrepiados e sem argumentos. Claramente combinaram isto. Estão sempre combinando maneiras novas de impedir que se descubra que são alienígenas e têm desígnios próprios para a nossa terra. É o que fazem quando vão, todas juntas, ao banheiro, sabendo que não podemos ir atrás para ouvir.
Muitas vezes, mesmo na nossa presença, falam uma linguagem incompreensível que só elas entendem, obviamente um código para transmitir instruções do Planeta Mãe. E têm seus golpes baixos. Seus truques covardes. Seus olhos laser, claros ou profundamente escuros, suas bocas.
Meu Deus, algumas até sardas no nariz. Seus seios, aqueles mísseis inteligentes. Aquela curva suave da coxa quando está chegandono quadril, e a Convenção de Genebra não vê isso! E as armas químicas - perfumes, loções, cremes.
São de uma civilização superior, o que podem nossos tacapes contra os seus exércitos de encantos?
Breve dominarão o mundo. Breve saberemos o que elas querem. E depois de sair este artigo eu for encontrado morto com sinais de ter sido carinhosamente asfixiado, com um sorriso, minha tese está certa.

Absurdo

Acabo de retornar de meu descanso e fico indignado com o que acabo de ler no blog do Rigon (http://angelorigon.blogspot.com) de que os deputados estaduais tomarão posse na Assembléia Legislativa no dia 1º de fevereiro e sairão de férias (recesso) sem terem trabalhado em 2007. Como podemos ser felizes desta forma? Não é um absurdo? Alguns poderão sair em defesa do recesso (férias de que?) justificando ser constitucional. Nada de Constitucional. Se assim for, a Constituição está furada e quem a escreveu foram os deputados e senadores eleitos pelo povo.
Que haja pressões sobre eles para mudarem a Constituição do Brasil e a do Paraná. Defendo que os trabalhos parlamentares deva-se iniciar sempre no dia 02 de janeiro do início de cada mandato, para cumprirem o que é de responsabilidade deles: fiscalizar os atos do Poder Executivo, fazer e fiscalizar a aplicação das leis, entre outras atribuições que o leitor pode constatar no artigo que escrevi em http://porta-da-cidadania.blogspot.com , intitulada "GESTÃO PÚBLICA E PARTICIPAÇÃO POPULAR: Responsabilidades políticas do Legislativo e do Executivo").
A imoralidade amplia-se com o salário que receberão sem trabalhar: R$ 9,5 mil de salário, mais R$ 27 mil em verbas de ressarcimento. Como não ficar indignado...

Retornei

Após uma semana de descanso fora de Maringá, retorno às minhas atividades pessoais e, em breve, às universitárias. Lerei agora as notícias correntes para me inteirar dos acontecimentos locais e, posteriormente darei minhas pitadas...

21 de janeiro de 2007

Merecido descanso

Sou humano e necessito tirar uns dias me preparando para vencer 2007. Voltarei a escrever neste espaço a partir do dia 30 deste.

20 de janeiro de 2007

Máfia?

Nós consumidores não entendemos a metodologia adotada pelos proprietários dos postos de combustíveis, mas dá a impressão que fazem acertos e, para não deixarem pistas, fazem contatos diretos usando flanelinhas ou laranjas. Podem ter um grupo de lobistas e combinações de abaixarem os preços aos poucos a começar por algum posto previamente combinado, com tempo para retornarem ao preço anteriormente praticado, variando em milésimos de centavos entre um posto e outro.
Penso que aqueles que resistirem participar podem sofrer ameaças. Penso assim, porque as quedas e altas dos preços praticados parecem casadas. Se não forem que provem, pois nós consumidores temos o direito e o dever de desconfiarmos.

Gisele

Gosto é gosto. Vendo a pouco o jornal hoje da Rede Globo, apresentando Gisele Bündchen como a mais bela e charmosa supermodelo, sinto-me na “obrigação” de observar que assim como muitos dizem ser “supermodelo” “bela e charmosa”, muitos outros não vêem tal beleza e não a vê como “supermodelo”. Eu também não. Mas “a mídia faz a fama”, assim “como o dinheiro”.
Os telespectadores - sem saída na frente da TV – obrigam-se a ver e a engolir as informações previamente selecionadas ou preparadas para induzir os assistentes a acreditarem que determinadas pessoas são importantes, bonitas e charmosas, do ponto de vista de quem faz ou edita a matéria. Daí a importância de termos senso crítico para aceitar, duvidar e questionar as informações transmitidas ou escritas por terceiros, como as que faço agora.

Mãe condenada

Simone Cassiano da Silva, mãe acusada de jogar a filha recém-nascida na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte/MG, em 28/01/2006, embrulhada em uma sacola plástica, foi condenada a oito anos de prisão em regime fechado. Para quem assistiu o resgate pela mídia, foi revoltante, sobretudo ao ver uma criança indefesa dentro de um saco plástico boiando em um lago.Situações como aquela levam as pessoas a questionarem os direitos humanos. Ambas têm direito. À criança, todos os direitos. À mãe que desrespeitou os direitos da criança e seus deveres de cuidar dela, o direito de cumprir a pena; não ser torturada e ter ampla defesa...

Discriminação

Aguardando o embarque de uma afilhada para Curitiba, observei que nem todos os passageiros que embarcavam eram obrigados a apresentar documentação. A solicitação parecia condicionada à “cara” do cliente, assim como as documentações das crianças e adolescentes. A afilhada, por exemplo, com quinze anos, viajou sem os pais e não solicitaram documento ou autorização. Atrás dela embarcou uma família negra e todos tiveram que apresentar as documentações, inclusive a prova de que a criança era filha deles. O interessante é que o fiscal da empresa também era negro...
Como antes da família entrar eu já havia observado o comportamento adotado, comentei a situação com minha esposa. O casal, que aguardava o embarque, ouviu meu comentário e nos antecipou: “sempre nos pedem documentos, não sei hoje”.
Dito e feito. O fiscal pediu os documentos e tiveram que apresentar...
Na escada do ônibus, olharam para nós e sorriram, adentrando para seus assentos...

Pio e seu recente blog

Entre os blogs visitados por mim estará o recente criado www.joaquimpacheco.blig.ig.com.br do velho colega Joaquim Pacheco de Lima, vulgo PIO, da Secretaria de Ação Social do Município de Cambé, que há tempo não o vejo, ex-colega de seminário no Instituo Paulo VI, em Londrina, no início dos anos 1980 e da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Paraná, entre 1985-1990. Bom crítico e extrategista político, têm muito a contribuir com suas análises sociais, políticas e econômicas. Visite-o sempre que puder e o indique no seu link. Tenho certeza que em breve nos indicará no seu blig....

PT versus Lula

Com reunião marcada para o dia 30 deste, a Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) (http://angelorigon.blogspot.com) discutirá a relação do Partido com o governo Lula, o que nos parece, conseqüência do descontentamento pela composição do novo governo. O que nos parece é que Lula está ciente de que quem o elegeu não foi o PT e sim o povo, sentindo-se no direito e dever de compor o governo com sua cara e semelhança, evitando errar menos que no primeiro mandato, não considerando o PT e seus quadros para ajudá-lo a governar neste segundo mandato.
Observamos a formação de um governo heterogêneo de composição gatos e ratos a partir de convites a pessoas e partidos políticos que historicamente foram e agiram contra os princípios organizativos dos trabalhadores. Fica assim a dúvida cartesiana: quem mudou? Lula ou os convidados?

19 de janeiro de 2007

Pedintes e vigilantes

Algumas situações nos sinaleiros e no centro de Maringá ou de qualquer outra cidade de porte médio ou grande: os pedintes e os "vigilantes" de carros, me intrigam. Não tenho o hábito de dar dinheiro aos que pedem e questiono-os quando tenho oportunidade de dialogar, ou seja, quando aceitam conversar.
Tenho observado que evitam dar informações exatas e, aparentemente, inventam situações que nos "convencem" de que o que dizem é verdade.
Alguns usam crianças e adolescentes, outros se vestem a caráter para realizarem as ações de abordagens e outros se apresentam fazendo malabarismo. Usam da criatividade e muitos se sensibilizam apesar das orientações que não se deve dar esmola. Por outro lado, as pessoas ficam na dúvida: e se de fato precisam?
Tratando-se dos “vigilantes” de veículos, a preocupação sobre o “trabalho” deles atormenta todos que param no centro das grandes cidades – e atualmente também nas pequenas cidades – por serem abordados com perguntas: “pode cuidar do seu carro?”. Eis a dúvida do motorista: se disser não, sairá do local preocupado com o veículo que deixou estacionado, mesmo que tenha que demorar 5 ou 10 minutos. Se disser sim, fica na dúvida o quanto dará ao “vigilante ou guardador”.
Uma coisa é certa. Os governos, nas três esferas do Poder Público, devem elaborar políticas públicas e não projetos ou programas, que proporciona redimensionar o desenvolvimento econômico por meio de empregos no campo e nas cidades, contemplando temáticas: emprego, saúde, moradia, cultura, educação, lazer...

Protesto no Paço

A paciente que ameaça protestar - e a esta altura já deve ter realizado o protesto - por aguardar atendimento para experimentar uma prótese de perna (http://angelorigon.blogspot.com - intitulado "paciente ameaça protesto no paço"), demonstra que para um atendimento público ser viabilizado depende de pressão, seja ela coletiva ou individual, independente se o governo é municipal, estadual ou federal.

18 de janeiro de 2007

Prefeito

O significado de prefeito surgiu no Império Romano quando Augusto (27 a.C.-14 d.C) criou alguns cargos para melhor governar.
Na antiga Roma, por exemplo, prefeito era o título de muitos funcionários, tanto na República, quanto no Império. Havia o prefeito da cidade (praefectus urbis); governador de Roma (prefeito do pretório); comandante das coortes pretorianas (prefeito da anona) - que cuidava do abastecimento de Roma; prefeito do Egito - Governador do país e prefeito no comando de unidades - No Exército de Roma.
Destacamos ainda que na Igreja católica também existe a definição de prefeito. Prefeito apostólico que é o sacerdote encarregado de dirigir uma prefeitura apostólica; prefeito também é, na Igreja católica, o nome dado aos responsáveis pela formação dos candidatos ao sacerdócio que vivem, ao longo da sua formação, nos seminários.
No Brasil, de acordo com a Constituição Federal de 1988, essa designação é dada ao funcionário público do Poder Executivo municipal (o prefeito), que exerce seu cargo em função de uma legislatura (mandato), sendo para tanto eleito a cada quatro anos com a responsabilidade de coordenar os serviços públicos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Prefeito#Brasil).

Contador de páginas

Socializo neste espaço o caminho para inserir contadores de páginas em seu site/blog (http://123contador.es/) ou (http://www.itmnetworks.com.br/scripts/counter/index.php), entre outros contadores gratuítos.
Após preencher o que o site solicita, você deve copiar o código e colar dentro do espaço onde você organiza os links, em local de sua escolha. Após colar e salvar, é só abrir a página que o contador estará funcionando. O contador poderá começar com a numeração que você desejar...

Clima até segunda-feira

Discurso da posse de Requião

Roberto Requião, em seu discurso de posse, apresenta propostas e sugestões que, colocadas em prática causaria inveja à maioria dos governantes. Em seu discurso avançado, o tom é de atender as classes sociais desfoverecidas política e economicamente, desde as estradas alternativas para que a população não pague pedágios. Temos quatro anos para comprovarmos o discurso. Veja-o na íntegra em (http://acaopolitica.blogspot.com).

Recusa de pagamento

Da assessoria de Tadeu Veneri

O deputado Tadeu Veneri (PT) não irá receber os R$19 mil pagos pela AssembléiaLegislativa devido à convocação das sessões extraordinárias por um período de quinzedias. Criticado durante a sessão de abertura do período extraordinário, nestasegunda-feira, dia 15, por outros deputados que condenaram sua posição, Veneriafirmou que não vai contribuir para aumentar a distância entre o cidadão e os seusrepresentantes. "Infelizmente, os deputados estão se afastando cada vez mais dasaspirações da sociedade. Estão saindo do mundo real", disse o deputado petista,questionando a Mesa Executiva sobre a decisão de remunerar os deputados pelotrabalho durante o recesso parlamentar.Veneri afirmou que embora seja constitucionalmente permitida a remuneração pelaconvocação e desconvocação das sessões extraordinárias, não é "moral e aceitável"que o valor seja pago. "Até a semana passada, a informação oficial era que assessões extraordinárias não causariam nenhum ônus aos cofres públicos. Hoje, fuisurpreendido com essa nova determinação. Não aceito e não abdico do meu dever decriticar essa decisão", afirmou Veneri, acrescentando que não há justificativa paraos deputados receberem a mais por uma tarefa que faz parte das suas atribuições noparlamento. A pauta da convocação extraordinária é composta por doze vetos à Lei Orçamentária de2007 e de projetos de iniciativa do Executivo criando dois cargos de secretárioespecial e de quatro de coordenadoria (para as regiões metropolitanas de Curitiba,Londrina, Maringá e Cascavel). Também serão examinadas no período a proposta deincorporação do Instituto de Saúde do Paraná (Isep) à Secretaria de Saúde; doDepartamento de Obras e Manutenção (Decon) à Secretaria de Obras; e da Fundepar àSecretaria de Educação. Entre os vetos orçamentários estão a emenda de autoria de Veneri que retira despesasindevidas do cálculo dos gastos com a área de saúde, que conforme a EmendaConstitucional nº 29, deve ser de 12% da receita líquida do Estado.

17 de janeiro de 2007

Veículo escolar

Temos observado um vigia trajado com roupa semelhante aos vigias da prefeitura de Maringá e uma kombi escolar do município cuidando durante a noite do caminhão que caiu no Córrego Osório, na Avenida Tuiuti. Dúvida: Por que um vigia com um veículo público com característica escolar cuidando de propriedades particulares? A Lei permite?

O lixo e os varredores noturnos

Ouvi nesta manhã pela CBN entrevista da assessoria de imprensa da prefeitura justificando o lixo no centro de Maringá e tentando encontrar culpados para puni-los.
Lendo o blog do Ronaldo Nezo http://ronaldonezo.zip.net/, observo que os culpados estão na prefeitura, ou seja, na Secretaria de Serviços Públicos que não fez o recolhimento durante a noite. Enquanto isto, a administração buscou muitos atores/adversários políticos para atribuí-los a responsabilidade pela "sujeira". Na entrevista, de manhã, o assessor de imprensa da Prefeitura, Diniz Neto, indiretamente deixou transparecer que o lixo havia sido jogado para prejudicar a administração e não foi, pois o lixo visualizado no centro de Maringá nesta manhã é de responsabilidade da própria prefeitura que não o recolheu.

Ipês na Praça da Catedral

O resultado dos projetos do Instituto da Árvore, divulgado nos blogs do “Rigon” http://angelorigon.blogspot.com, dia 15 e “Naturalmente Ecológico”, dia 16 http://turmambiental.blogspot.com, em plantar Ipês (mudas) na praça da Catedral, poderá receber críticas da população por descaracterizar aquela Praça, bastante visitada devido o espaço proporcionado para descanso, lazer e turismo.
A preocupação louvável do Instituto da Árvore poderia se voltar contra os cortes realizados sobre árvores em diversos bairros de Maringá pela administração pública municipal, descaracterizando ruas e quadras de nossa cidade. Para a questão, o Instituto poderia propor projetos de plantios de ipês substituindo as árvores cortadas a partir de autorização da Prefeitura. Pela implementação de projetos desta magnitude, o Instituto receberia elogios e apoios de todos.

16 de janeiro de 2007

Cascudo 2007

Um site novo, intitulado: http://cascudo2007.blogspot.com tem divulgado interessantes matérias. A última chamou atenção e, de forma anônima, já recebeu comentários no blog do Rigon:
"Por várias vezes vi o prefeito Sílvio Barros acompanhado do seu motorista. Na gestão passada também vi o falecido José Claudio com seu cunhado, todos CCs. João Ivo foi o único dos três que prestigiou um funcionário de carreira. Mas o interesante é que todos foram sempre muito ligados ao prefeito, muitas vezes até mais que os próprios secretérios. Isso significa que é melhor ser motorista do prefeito do que secretário. Vejam só aí: alguns secretários estão sendo despedidos e outros rebaixados e, os motoristas, nos três prefeitos, permaneceram. Quem então é de confiança de qualquer prefeito: o motorista..."

Ponto turístico

Caminhão trucado que caiu no Córrego Osório, na Avenida Tuiuti, Jardim Pinheiros, em Maringá, continua dentro do córrego. O local se tornou ponto turístico nos fins de tardes.

Crescimento econômico

Uma publicação intitulada "Arquitetura da Exclusão 2006" divulgada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), o crescimento econômico e social no Brasil pode começar pelo campo. A pesquisa revelou que o Brasil rural comporta uma diversidade de ambientes, sistemas agrários, etnias,entre outras. Essa diversidade segundo o Ibase demonstra que o espaço ruralbrasileiro é plural e heterogêneo. Veja maiores detalhes em http://www.noticiasdoplanalto.net/index.php?option=com_content&task=view&id=1903&Itemid=43

Salário mínimo de 1.564,

Para o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo deveria ser de R$ 1.564,00 desde dezembro de 2006. Na prática o Dieese confirma o que percebemos na prática. É impossível sobreviver pagando comida, vestimenta, moradia, educação, deslocamento para o trabalho e para o lazer e cultura, além da saúde, com R$ 380,00. Se calculado o valor do mínimo ao ser criado, na década de 1940, atualmente estaria quatro vezes mais seu valor atual. Será que um dia os trabalhadores ganharão melhor? Esperamos que sim.

Pedágios

De acordo com Agência Notícias do Planalto http://www.noticiasdoplanalto.net/, os pedágios do Brasil são os que mais lucram no mundo, "comparada somente aos lucros do trafico internacional de drogas", disse o subprocurador geral da República, Aurélio Vírgílio. Todas as concessionárias no mundo ganham muito sobre os veículos que trafegam, mas no Brasil, os lucros ainda são maiores que Estados Unidos e Europa.

15 de janeiro de 2007

Baixa de blogs

Tivemos duas baixas de experientes bloggeiros de Maringá neste início de 2007: Andye Iore, do Toscorama, que permanece em Maringá sem escrever e atualizar seu blog e Mamocos que, pela leitura do que voltou a escrever em seu blog, está residindo no Estado de Rondônia. A ambos, êxitos no que fazem...

14 de janeiro de 2007

Corpo humano dilacerado

Após o temporal deste sábado a tarde, uma parte de corpo humano foi encontrado na beira do Côrrego Osório, por moradores na Rua Rio Tocantis, Conjunto Paulino, em Maringá, talvez arrastado e dilacerado pela força da água que seguiu o curso do Côrrego. Restava apenas a parte do corpo da cintura para baixo e, de acordo com quem viu, não era possível saber se era de mulher ou homem.
Muitos presentes, sobretudo as mulheres, não tiveram coragem de ver o corpo. Ainda na manhã deste domingo, os moradores residentes nas proximidades do local onde parte do corpo foi encontrado não tinham informações sobre a identificação da vítima.

Acidente na Tuiuti

Sábado a tarde, enquanto o motorista de um caminhão trucado pedia informações no Posto de Combustível Oásis, na Avenida Tuiuti, em Maringá, o caminhão carregado de pisos desceu em câmera lenta, derrubou um poste de luz do Posto, pegou velocidade e cruzou a Avenida Tuiuti, caindo no Córrego Osório, causando grande destruição no local. Por sorte não se confrontou com outros veículos e ninguém se machucou. O local se tornou ponto turístico no final do sábado e neste início de domingo.

12 de janeiro de 2007

Noite Cultural


Circo Pantanal
A última ação da noite desta sexta-feira foi assistir as atrações do Circo Pantanal, no Conjunto Branca Vieira, ao lado do Sacolão Comunitário, que inaugurou nesta noite. Muitas atrações e muita animação, apesar dos adultos abusarem dos animais (cachorrinhos e o pônei) e das crianças. Uma das crianças foi segurada pelo braço como se o adulto pagasse uma sacola ou um saco... O circo comete exploração sobre o trabalho das crianças no palco (crianças de famílias do Circo) e na venda de salgados, doces, maçãs, refrigerantes... O pior, vários menores que vendiam produtos alimentícios e bebidas durante o "espetáculo" não pertencem ao Circo. Moram na região e estão tendo seus trabalhos explorados pelos proprietários do Circo.

Segurança pública:

Dispersão ideológica e dominação de classes
Enviado por: Avanilson A. Araújo
AdvogadoMestrando em Ciências Sociais pela UEL – Univ. Estadual de Londrinae-mail: avanilson@hotmail.com

Dentro da estrutura de uma civilização que
escolheu limitar a liberdade em nome da segurança,
mais ordem significa mais mal estar.
(Bauman)

É recorrente na prática discursiva ideológica dominante, em especial, aquela utilizada pela chamada “grande imprensa” o uso de termos dispersivos que tratam determinadas questões desassociadas da formação social concreta, com o propósito de desviar e confundir a consciência dos trabalhadores.
Assim, a não tão recente, mas reticente retórica em torno da segurança pública, sem prejuízo de outras e importantes avaliações de caráter sociológico (numa perspectiva crítica), fazem parte de uma atuação articulada entre os diversos aparelhos do Estado (veja-se Lênin, Poulantzas) no processo de manutenção da lógica de dominação de classes, inerente a toda a sociedade dividida em classes antagônicas.
Obviamente, várias abordagens sobre este tema são importantes, entendendo-se a complexidade que suscita o tema da violência urbana e a própria discussão a respeito do conceito de classes sociais na conjuntura brasileira, no entanto, não se pode perder de vista um importante foco desta análise, a utilização do discurso ideológico por mais segurança (mais polícia, maior orçamento para a área de segurança, mais repressão) para cumprir dois papéis fundamentais:

a) O primeiro deles de dispersar a discussão/problematização pelas classes dominadas, dos efetivos problemas de uma sociedade cindida em classes diferentes, ou seja, a existência de possuidores dos meios de produção coletiva e a dos não possuidores (vendedores da força de trabalho) para, a partir daí, articular uma reação ao processo de dominação de classes;
b) O segundo, de reforçar o aprimoramento do aparelho repressivo do Estado (polícia, forças especiais, forças armadas, grupos especializados, etc.) para a contenção efetiva das classes antagônicas, especialmente, dos chamados “não-sociáveis”, “subversivos”, ou “fora da ordem”, etc.

E esses papéis são perfeitamente perceptíveis quando se verifica a constante divulgação midiática, reproduzida por agentes políticos que ocupam cargos no Estado, da necessidade do endurecimento penal (ou seja, recrudescimento do aparelho repressivo do Estado) para a contenção da criminalidade, como se o conceito e as práticas da atual criminalidade e do fenômeno da violência urbana não tivessem nenhuma conexão com a realidade concreta em que se inserem, ou seja, uma sociedade capitalista que acentua cada vez mais o grau de diferenças de classe.
O grau destas diferenças se apresenta de várias formas, seja através do aumento da taxa de desemprego, da limitação ou retirada dos já “parcos” direitos sociais, do encarceramento da juventude das classes populares, ao mesmo tempo, em que o Estado, atendendo interesses específicos das classes dominantes, direciona gastos públicos expressivos com o aprimoramento dos aparelhos repressivos do Estado, em especial, o fenômeno mais recente que é a imbricação maior entre polícia e forças armadas, inclusive com a incorporação de métodos exclusivamente militares de contenção da “violência” urbana, como na criação da chamada “Força Nacional de Segurança Pública”, ou a utilização de verdadeiros equipamentos de uso militar, como o chamado “caveirão”, para a contenção dos “distúrbios” das classes populares, a exemplo do que ocorre recentemente no Rio de Janeiro.
A respeito desta articulação, ainda que soe aparentemente contraditória, entre os aparelhos repressivos e ideológicos do Estado, vale destacar a seguinte afirmação de Poulantzas:

[...] 2. A condição para a existência e funcionamento dessas instituições ou aparelhos ideológicos, é, de certa forma, o próprio aparelho repressivo do Estado. (...) é verdade também que esse aparelho repressivo está sempre presente, defendendo-os e sancionando-os, e finalmente, que a sua ação é determinada pela ação do próprio aparelho repressivo do Estado.
3. Embora esses aparelhos ideológicos possuam uma autonomia notável, entre si, e em relação ao aparelho repressivo do Estado, sem dúvida pertencem ao mesmo sistema do aparelho repressivo. (Poulantzas, 1982: 231)

Dispersar ideologicamente os trabalhadores de pensarem em seus problemas de classe e reprimir os trabalhadores não enquadrados pela exclusão decorrente da própria forma de organização da sociedade capitalista, eis a nova (ou renovada) lógica de manutenção do processo de contenção para a garantia da reprodução da dominação de classes.

A segurança pública é então apresentada como o mais grave problema da sociedade brasileira, discurso eficaz que contribui, inclusive, para a legitimação que os próprios trabalhadores incutem, para justificar e aplaudir algumas ações policiais que limitam os seus próprios direitos fundamentais, como até mesmo aquele de não ser tocado no próprio corpo sem autorização ou sem sentir prazer com isto, como nas ações ilegais de blitzes policiais.

Assim, o discurso reiteradamente repetido de reforço policial serve para que os trabalhadores preocupem-se mais com o número de assaltos a residências luxuosas ou seqüestros de empresários, deixando de lado questões como suas condições de trabalho, seu processo de exploração cotidiana, a falta de moradia adequada, a falta de saúde pública de qualidade e todas as demais situações que não os afastam de sua condição de classe: o fato de venderem sua força de trabalho.

Infelizmente, o efeito concreto na vida dos trabalhadores não é somente aquele da dispersão ideológica que o afasta de seus reais e concretos problemas de classe, mas ainda e talvez mais grave, aquele de ter de enfrentar de forma organizada e coletiva, um Estado cada vez mais reforçado, inclusive, do ponto de vista militar e repressivo.

11 de janeiro de 2007

Polícia na rua

Alguma coisa de diferente aconteceu na região Norte de Maringá neste final de tarde. Vários veículos da PM circulavam com os holofotes ligados pelos bairros: Novo Oásis, Oásis, Branca Vieira, Tuiuti, Paulino, São Francisco, Campos Elíseos...
O que foi não sei. O interessante é que os holofotes avisavam, a longa distância, que a polícia estava chegando. É como se dissesse: não queremos te pegar. Quem aprontou que corra...

Clima chuvoso



De acordo com a meteorologia, a chuva não dará trégua aos que estão de férias e gostariam de curtir clubes e praias. Ao lado é possível acompanhar o tempo por alguns dias. Como ficar preso em casa não é uma boa solução, vamos buscar alternativas.

Aguardando convite


O ex-prefeito de maringá, João Ivo Caleffi, após intensa campanha em 2006 para deputado federal e um período de descanso no litoral de Santa Catarina com familiares e parentes, retorna a maringá e aguarda definições de funções no governo Lula e Requião. Espera fazer parte do governo e conta com sua experiência como ex-prefeito de Maringá para contribuir com o Poder Executivo. Os 49 mil votos recebidos, sem investimento financeiro o carimba para uma pasta de alto nível. Só não enxerga que não quer.

10 de janeiro de 2007

No corredor do consultório

Em um corredor de consultório médico, enquanto os pacientes esperavam atendidimento, dois deles entraram em uma discussão sobre a quantidade de filhos por família na Alemanha e que tentarei reproduzir:
Paciente 1 - Homem – Viu na Alemanha? O governo está dando 35 mil euros para quem tiver filhos e muitas mães retardaram o nascimento das crianças para o início de 2007 para receberem o dinheiro.
Paciente 2 - Mulher – Pois é, no Brasil é o contrário. A Bolsa Escola já é suficiente para as famílias pobres fazerem filhos, além de se acomodarem e não procurarem trabalho.
P. 1 – É, mas se não existisse a Bolsa, diante da pobreza, de tantos pobres, muitas famílias estariam passando necessidades e muitas crianças fora da escola.
P. 2 – Só que tinha que proporcionar emprego para não haver acomodação de quem recebe.
P. 1 – Mas o governo deve ter estas preocupações. Ele não dá ponto sem nó. E depois, ele não está fazendo nada mais que dar continuidade nos programas que governos anteriores faziam. Apenas organizou em um único programa...
A conversa foi interrompida porque a paciente foi chamada para preencher a ficha de atendimento médico. Não adianta fugirmos de determinadas situações e discussões políticas e sociais. Mesmo não participando delas, nos envolvemos indiretamente. O resultado está aqui...

Devastação

Fazendo uma leitura sobre a história do Brasil deparei -me com a informação de que o Estado de São Paulo, em 1860, conservava 81% da mata natural e em 2000, portanto 120 anos depois, restavam apenas 6%. Lembrei-me do Amazonas daqui a algumas dezenas de anos (50 anos quem sabe). Caso a mesma situação repita-se na mata natural amazônica, como já está em processo, o mundo ficará sem referência natural. Será uma devastação total, calor, chuvas descontroladas, oásis, clima destemperado...

9 de janeiro de 2007

Parabéns

Ontem e hoje fui obrigado e freqüentar a Praça de Atendimento da Prefeitura de Maringá para atualizar débitos. Ká entre nós, os(as) atendentes merecem elogios. Não observei reclamações apesar da superlotação da Praça e praticamente todos estavam sentados. Talvez seja a dedicação dos (as) estagiários(as) em prestarem um bom trabalho que resultava na agilização dos atendimentos. Tomara que estejam recebendo à altura da dedicação. Parabéns a eles e elas.

Barracas reduzidas


Minhas duas últimas idas à feira verde, Alvorada (sexta-feira) e Requião (hoje), me surpreenderam pela quantidade reduzida de feirantes. Alguns deles não montaram barracas devido as festas de fim e início de ano. Outros devido as chuvas que estão prejudicando as colheitas. Mas o povo estava lá para comprar e comer pastéis que, por sinal, irresistível e convidativo para um bom colesterol...

8 de janeiro de 2007

Em baixa

Rigon divulgou a pouco em seu blog http://angelorigon.blogspot.com a posse de Waldir Pignata no Procon. Fiquei a pensar: Pignata está em baixa. Começou como chefe do Gabinete do Prefeito, - CC1 - portanto o número um no processo de confiança. Posteriormente foi nomeado secretário de Transporte (deixou de ser o número um, afastando-se dos 10 metros que separava a sala do prefeito para o chefe do gabinete, para aproximadamente 5 mil metros) e, agora, rebaixado para diretor do Procon - CC2. No caminhar da carroagem, em breve será rebaixado mais um degrau (gerente) ou vai para casa. O que será melhor?

A guerra no Iraque


O Lukas http://casadonoca.blogspot.com/ divulgou o resultado da guerra no Iraque, o que merece discussão. Que vantagens uma guerra traz à população? mortes? destruição? Para o setor bélico resulta ganho devido à fabricação e vendas de armamentos. Para o setor de segurança resulta em baixas/mortes. Para o Estado, fica prejuízos materiais e humanos, além do desgaste político, apesar dos administradores/Bush, jamais reconhecerem. Para a população fica o ônus do prejuízo social, cultural e econômico, além, é claro, do político.
Veja os dados do Lukas, além de outras importantes informações:
"* 52.810 a 58.408 civis iraquianos morreram desde a invasão, em março de 2003;
*5.937 policiais e militares iraquianos foram mortos desde junho de 2003;
* 3.004 soldados americanos morreram no Iraque;
*22.565 soldados americanos foram feridos em ação;
* 250 soldados da coalizão morreram em ação, dos quais 127 são britânicos.
E o maluco-carniceiro da Casa Branca vai propor o envio de mais 35 mil soldados ao Iraque."

Combate ao crime

O combate ao "crime organizado" na cidade do Rio de Janeiro poderá ter reflexos diretos sobre a segurança (insegurança) de outras cidades espalhadas pelo Brasil. Cidades tidas como "calmas": Uberlândia/MG, Maringá/PR, entre tantas outras, poderão receber os fugitivos e ficarem sem a "tranqüilidade" que se acham terem. Não basta combater o crime no Rio, é necessária a discussão de políticas de segurança nacional a partir do modelo econômico existente e do sistema de punição/prisão desenvolvido no sistema prisional brasileiro.
Penso que apenas reprimir pela detenção não seja a solução. Combater o "crime organizado" sem oferecer alternativas de sobrevivência aos envolvidos no crime penso que não resolverá a situação. Apenas gastar-se-á milhões de reais para transferir um problema local de uma cidade – no caso atual, o Rio de Janeiro – para outras cidades/Estados.
Entendo que se investindo na Educação e emprego, aos poucos teremos uma melhora significativa na renda das famílias com reflexos diretos na economia, diminuindo a “necessidade” de ingresso de crianças e adolescentes em serviços paralelos (tráfego organizado).
Os investimentos na Educação e emprego, além de diminuir o desemprego e o analfabetismo político e social, diminuirá as superlotações nas prisões, forçará a discussão do modelo carcerário brasileiro que não forma cidadão e evita a formação de milícias urbanas e rurais.O problema é que os políticos que administram o Poder Público/Estado, não enxergam (não querem enxergar) políticas públicas de prevenção. Como sempre, continuarão a correr atrás dos acontecimentos e problemas sociais . Será incompetência?

7 de janeiro de 2007

Devagar

Estamos devagar com as informações por estarmos em início de ano e quase tudo meio parado. Não corro atrás das notícias e elas não correm até mim. Enquanto isto busco ficar informado com Rigon, Messias... Assim como eu, os demais parecem estar de folga(s).

6 de janeiro de 2007

Ruas sujas

Caminhando nesta manhã pela Rua Rio Cuba, Vila Morangueira, vi as pessoas varrendo a rua e ouvi, por alguns metros, a conversa que faziam, atribuindo ao prefeito a sujeira daquela rua.
Uma mulher, ao abrir o portão, disse ao vizinho da frente:
* Bom dia seu Zé!
* Seu Zé do outro lado: bom dia.
* Varrendo a rua, tão cedo...
* Pois é. O prefeito não varre mais. Temos que varrer. Pagamos IPTU e taxa de varrição, caro por sinal, mas não temos o serviço... Temos que varrer...
Como caminhava, não escutei a continuidade da conversa, mas observei que naquela quadra várias pessoas varriam a rua. E a rua estava de fato muita suja, resultado da forte chuva de ontem a tarde que caiu sobre nossa região. Fiquei imaginando como o restante da cidade se encontrava. Fiquei também a imaginar toda aquela sujeira sendo levado pela enxurrada para as bocas de lobos...
Estou a pensar que talvez seja para evitar as críticas dos contribuintes sobre as sujeiras queos cortes das árvores estejam sendo autorizadas pelo prefeito, tirando a beleza ambiental de nossa Maringá.
Devem estar partindo do princípio de que árvores cortadas não causam sujeiras nas ruas e não caem. Por outro lado, a falta delas, deixa um vazio inaceitável, como fizeram na quadra da Rua que resido. Pode estar aí a explicação dos cortes das árvores? Penso que não. Podem existir outros interesses por trás dos cortes. Quais? Não sei... Mas gostaria de saber...

5 de janeiro de 2007

Fila para liquidação

Passando ontem a tarde e a noite, pela Avenida Brasil, em Maringá, observei uma cena que eu não teria coragem de praticar. Ficar em uma baita fila, aguardando a loja Magazine Luiza abrir as portas, nesta sexta-feira, às 06 horas de madrugada, para realizar a liquidação anual de seus eletrodomésticos. Até aí tudo bem. Nada de anormal, visto que outras logas também fazem e farão. A questão é a coragem das pessoas em ficarem até dois dias/noites em cadeiras e colchões, com cobertores e guarda-chuva, alguns recebendo diárias para garantir o lugar de outra pessoa, em uma fila que dobrava a quadra da Rua Piratininga.

4 de janeiro de 2007

Ganhar sem trabalhar

Ganhar sem trabalhar, parece prática apenas no Brasil.
2005 e 2006 foram anos negativos na política, com decepções dos cidadãos sobre os políticos. Iniciamos 2007 com a indicação da continuidade das decepções, com deputados federais suplentes tomando posse por um mês (mês de férias no Congresso) e recebendo salários e ajuda de custo de uma Câmara Federal inerte, em recesso. Esperamos que mais este ato "imoral" e "antiético" seja o último de muitos que a mídia televisionada, escrita e falada tem denunciado à população. O pior é que muitos dos suplentes concordam. Tomara que os que assim pensam não tenham sido eleitos.

Disposição

O mês de janeiro é o mês da disputa do computador e dos espaços nesta residência entre os residentes, sobrinha e afilhadas. Se deixar a corda bamba, a casa cai. A noite vira dia e o dia vira noite. Que disposição!!!

3 de janeiro de 2007

Aposentadoria vitalícia e reeleição

Retorno aos poucos com minhas contribuições neste blog, agora um tanto atordoado com a informação dos 15 estados brasileiros que pagam aposentadorias vitalícias para os ex-governadores. Absurdo.
Não estou preocupado com os discursos dos eleitos ou reeleitos (Lula, Requião, Cabral, Serra, Neves...). Preocupa-me as ações que doravante desenvolverão. Preocupa-me como a economia e os investimentos na educação, saúde, infra-estrutura, entre as demais temáticas serão implementadas em cada Estado e no Brasil como um todo.
Preocupa-me o desvio que os eleitos praticam do erário público fruto de nosso trabalho e impostos.
Penso que as práticas dos políticos devem ser combatidas por meio da mobilizações da população em “rede” ou “movimento nacional", contra as APOSENTADORIAS VITALÍCIAS e contra REELEIÇÕES.
É inaceitável que os trabalhadores em geral se aposentem aos 60 ou 65 anos de idade, enquanto deputados, senadores, governadores e presidente da República se aposentem após 4 (quatro) ou 8 (oito) anos de PRESTAÇÃO DE SERVIÇO.
Digo prestação de serviço por entender que vereador, prefeito, deputado, senador e presidente da República prestam serviço à comunidade, por meio do processo eleitoral. E, por ser prestação de serviço, não é emprego, não é profissão, é cargo público temporário. Jamais deve passar de dois mandatos e, no caso de senador, não deve haver reeleição e, mais ainda, jamais receber quando não estiverem na ativa (cargo vitalício).
Nós eleitores não elegemos uma pessoa empregando-o definitivamente. Não elegemos para legislarem em causa própria e em causa de seus pares e grupos afins.
Penso que um dos meios para combater os absurdos cometidos pelos eleitos é a movimentação nacional do povo: estudantes, ONGs, movimentos sociais, entre outras formas de organizações, exigindo mudanças nas práticas dos eleitos e o fim das aposentadorias vitalícias no Brasil em todos os poderes, assim como mudanças na Lei impedindo a reeleição em um mesmo cargo, somando nunca mais que 8 (oito) anos de participação direta em cargos eletivos: legislativo e executivo.