30 de dezembro de 2008

Márcia Mara

O compositor e mano Nildo Brandão, após conhecer a cantora Márcia Mara em um show, em Umuarama, no dia 21 deste mês, está esperançoso que a cantora grave uma de suas músicas com o compositor Dime Halley no próximo CD. De acordo com o compositor, ela o adiantou sobre a possibilidade de gravar a música que fala de rodeios, intitulada “Nossa Senhora Aparecida”.

Umuarama: destruição de nascentes

Caminhando pelas ruas de Umuarama na manhã de hoje, aproveitando a última visita do ano a meus familiares, deparei-me com a construção de um grande lago no Parque Dom Pedro pela prefeitura da cidade. Até aqui tudo bem se a obra não tivesse sendo realizada agredindo várias nascentes à beira da encosta do mais alto morro da cidade.
O lago, aparentemente bonito, esconde a agressão dos gestores públicos sobre as nascentes – uma próxima da outra. O desmatamento das árvores foi total. Fiquei perplexo e continuo atordoado em ver o feito e me interrogo em como o Ibama permitiu o absurdo. O Instituto juntamente com o Ministério Público cobram e obrigam os sitiantes a respeitarem o meio ambiente e a replantarem árvores ao lado das nascentes, córregos e rios, mas fecharam os olhos à agressão da prefeitura contra as nascentes do Parque Dom Pedro.
Como a cidade está sobre terreno arenito, o lago deverá sofrer destruição da areia que possivelmente invadirá as nascentes. É total falta de respeito e proteção à natureza. Para se ter uma idéia, não há árvores no entorno das nascentes e sim gramas com pistas de caminhada para a população e uma ponte artificial para que os visitantes vejam as nascentes agredidas ao sol escaldante desta anti-véspera de Ano Novo.
A forma como foi construída indica ter sido uma obra eleitoreira, com a omissão e conivência de vereadores, população, prefeito, secretários e Ibama.

28 de dezembro de 2008

Amputação

Corrigido - As conversas de fim de ano revelam informações interessantes. Anos atrás soube de uma história de que uma paciente havia desaparecido do Hospital SR momentos antes de uma cirurgia para amputação da perna direita. Para mim não passava de boatos ou história de cinema ou novela, mas hoje além de conhecer a ex-paciente, ouvi a história real contada por ela, mostrando-nos sua perna com os hematomas da suposta trombose e com um corte no braço sinalizando a preparação para a cirurgia de amputação. Disse-nos que foi há cinco anos, em 2003, e que não admitia a amputação, mas os médicos afirmavam a ela não haver outra saída.
Aproveitando-se do horário de visitas no Hospital, entrou no banheiro, trocou de roupa, colocou um lenço na cabeça, misturou-se aos visitantes e saiu do hospital sem que ninguém percebesse. Imaginando que pudesse ser procurada e encontrada em sua casa, dirigiu-se para a casa de um parente e, por meio de tratamentos de ervas, obteve recuperação.
Enquanto nos contava o acontecido e nos mostrava as cicatrizes, dizia que cada vez que ouvia a informação dos médicos de que somente a amputação seria a alternativa, sentia horror e pensava: vou fugir do Hospital.
Idosa (74 anos) e residindo em Sarandi, viaja para todos os cantos a pé, de ônibus ou moto e afirma nada sentir de dor, a não serem as lembranças do Hospital, o sinal do corte no braço, os sinais dos hematomas na perna direita e as lembranças das conversas contundentes e “certeiras” dos médicos, além de suas fisionomias.

27 de dezembro de 2008

Vagas para idosos e deficientes serão padronizadas

Dentro de um ano "5% das vagas dos estacionamentos públicos para idosos e de 2% para deficientes físicos e o credenciamento dos beneficiados" deverão ser fiscalizados e sinalizadas. É o que prevê uma medida referendada pelo Congresso Nacional.
"Aqueles que ocuparem as vagas indevidamente serão multados e poderão ter o veículo guinchado para o pátio dos Detrans, de acordo com regulamentação aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito". Veremos. Mais detalhes, aqui.

Multidão às compras

Nas poucas saídas ao centro de Maringá dias antes do Natal deu para perceber que a crise mundial não afastou os maringaenses e região das compras. Dependendo do horário era impossível caminhar pelas calçadas que, além da multidão, estava invadida pelos comerciantes com produtos que atrapalhavam o vai-e-vem do povo. Francamente, os comerciantes cometem aberrações constantes contra os clientes ao invadirem as calçadas com seus produtos. É falta de respeito e educação, estendendo à administração pública que não fiscaliza.

24 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL

mensagens para orkut

Interessantes

1. Análise do Paulo Vidigal sobre os acontecimentos de 2008 e preocupação com 2009.
2. Messias lembra de Rigon trepado na canafístula.
3. Questionando a Feabam que já foi interessante e hoje parece ser laranja.

23 de dezembro de 2008

Jornalista é torturado na Iraque

Imagem emprestada do Resistir
Muntazer al-Zaidi, o jornalista iraquiano que atirou seus sapatos contra George W. Bush, presidente dos Estados Unidos, tem sido torturado na prisão, disse seu advogado, Dhiya'a al-Sa'adi, afirmando que sua condição médica era ''muito ruim''.
''Há sinais visíveis de torturem em seu corpo, em resultado do espancamento com instrumentos de metal'', disse al-Sa'adi.
''Relatórios médicos mostraram que o espancamento a que foi foi submetido al-Zaidi levaram-no a perder um dente, assim como ferimentos em sua mandíbula e ouvidos. Leia mais.

21 de dezembro de 2008

Buscando destaques

Estou em processo de observação sobre os políticos de Maringá que, em 2008, se destacaram nas categorias:
* em defesa do povo;
* em defesa de si próprio;
* en defesa dos grupos de apoio financeiro. (Aceito sugestões)

20 de dezembro de 2008

2583 gírias

Acabo de publicar mais de 180 gírias no Dicionário Popular. Novas postagens somente em 2009. O Dicionário atingiu um total de 2583 palavras com a colaboração direta de 61 pessoas de todo Brasil. Aguardamos novas colaborações para incorporarmos em janeiro e devem ser enviadas para canutobrandao@hotmail.com

Duas versões de uma poesia

Clarice Lispector

Não te amo mais.
Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza de que
Nada foi em vão.
Sei dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer nunca que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade:
É tarde demais...

OBS.: - Agora leia de baixo para cima. Pura arte... Pura genialidade.

Tira dos pobres, dá para os ricos

O que estamos presenciando em Maringá é um saque por parte da administração pública a nossos salários para enriquecer bolsos de empresários desconhecidos. O vereador Humberto Henrique alerta que os gastos com CCs podem chegar a 3 milhões de reais por ano e que poderia ser aplicado no lixo evitando a taxa a ser cobrada, além de 4 milhões que a prefeitura de Maringá injetará no Aeroporto Regional em serviços e bens que são utilizados pelos ricos, vez que os pobres viajam é de moto, bicicleta, ônibus, fusca, brasília... Angelo Rigon, comentando a análise do vereador Henrique, informa que nosso dinheiro - além da Aeroporto e da futura indústria de "reciclagem" de lixo - está sendo injetado também no Parque do Japão, parque particular com dinheiro público (são 11,5 milhões de reais). Não é de se revoltar?

19 de dezembro de 2008

Chupa-chupa

Tenho recebido e-mails de deputados estaduais e federais relatando feitos como se fossem seus. Pelo que observo, projetos de outros são informados como se deles fossem. Parecem pensar que os eleitores são otários e aprovam leis na calada da noite, aumentando o número de vereadores para nada fazerem e serem seus cabos eleitorais em eleições futuras, vivendo à custa dos contribuintes. Já ouvi rotulações de que são morcegos, chupa-chupa. A dúvida é: o que fazer para impedir, quando milhares ou milhões de eleitores se vendem por promessas, cestas básicas, dinheiro, dentaduras e tantas outras falcatruas?

18 de dezembro de 2008

Banco do Brasil mais endinheirado

Ruas e avenidas interditadas e um contingente anormal de policiais e agentes de trânsito chamava a atenção de todos que passaram pelo centro de Maringá nesta tarde. Curioso como sou, perguntei a um agente o motivo da agitação. Respondeu que estava chegando um comboio vindo do aeroporto para o Banco do Brasil e por isso a movimentação para garantir segurança. Pensei que o comboio fosse composto de carros fortes. Não foi. Até poderia ter carros fortes, mas os veículos "comboios" que vi estacionados na porta de entrada do Banco foram caminhões baús da "Edson" acompanhados de forte esquema segurança: policiais militares e vigias das empresas de seguranças não faltaram. Devia ser muito dinheiro. Seria o dinheiro do PAC e do Contorno Norte ou seria dinheiro para financiar as revendas de veículos de Maringá?

17 de dezembro de 2008

Pedagoga do MST é aprovada em 1º lugar no Mestrado da UEM

A pedagoga Aparecida do Carmo Lima, conhecida por Cida, recém-formada no curso "Pedagogia da Terra" pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), assentada no Pontal do Tigre em Querência do Norte e coordenadora da Escola de Agroecologia Milton Santos, em Maringá, ao lado da Penitenciária Estadual do Paraná (PEM), foi aprovada em primeiro lugar no Mestrado em Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) para 2009, na linha de pesquisa "Políticas e Gestão em Educação".
A linha de pesquisa - do Mestrado da UEM - tem como campo de investigação os processos de mudança no Estado e nas políticas educacionais num contexto de reestruturação dos processos produtivos e de globalização das economias. Nas políticas educacionais a ênfase é no planejamento educacional e escolar, a organização do tempo escolar, as políticas de educação inclusiva, questões de gestão, organização e avaliação de sistemas e unidades educativas em todos os níveis de ensino, currículo e culturas escolares, movimentos sociais e organizativos dos trabalhadores, escola e construção da cidadania, trabalho e educação e política de formação do profissional da educação.
Cida participou da seleção do Mestrado após eu e a Cecília fazermos uma visita a ela na Escola Milton Santos e provocá-la a continuar estudando. A provocação rendeu a aprovação em primeiro lugar na linha de pesquisa em que se inscreveu. Agora o desafio é estudar.

16 de dezembro de 2008

Taxa de lixo na água será votada hoje

Lei municipal legalizando a cobrança de taxa de lixo no talão de água da SANEPAR baseado no consumo da água por cada família ou empresa está marcada para ser votado hoje (terça-feira), às 18 horas, pelos vereadores de Maringá. Caso seja aprovado, será o presente mais sacana de fim de ano que os vereadores estenderão aos maringaenses.
Os eleitores que votaram nos vereadores favoráveis a aprovação e que são contra a mesma, devem se dirigir à Câmara para pressionar os vereadores a não cometerem tamanho crime social, político e econômico contra a população.
Os cidadãos que não votaram nos vereadores favoráveis, mas não coaduna com aprovação da Lei também devem se dirigir à Câmara para pressionar a derrubada do projeto. Apesar de outro compromisso, farei o possível para participar da plenária.

15 de dezembro de 2008

Em busca de patrocinador

André Miguel Rosa Bonjorno , 34 anos, portador de deficiência e ex-aluno da ANPR, pretende lançar um livro sobre sua vida e a família está em busca de patrocinador. Caso o leitor possa patrocinar ou saiba de alguém que possa, favor contatar a família. Bonjorno descreve desde as complicações durante seu nascimento até a atualidade. O livro do Bonjorno está na mesma linha do livro lançado por Alex Sander Aparecido Marques, que organizei e foi lançado pelo autor no início de 2007.

Em discussão a taxa de lixo

Uma vez que todo proprietário de imóvel já paga coleta de lixo, aprovar taxa adicional penso poder ser passível de ações judiciais por iniciativa do Ministério Público por lesão ao consumidor por bi-tributação. Somente sobre o imposto - coleta de lixo - do terreno em que resido, paguei em 2008 R$ 137,83 e isto porque é uma construção na periferia da cidade. Caso os vereadores votem a favor de pagarmos mais taxa sobre um mesmo produto (o lixo), jamais serão esquecidos e lhes podem custar caro em termos eleitorais. O melhor não é fugir das plenárias da Câmara, mas assumir de que não pode ser aprovado. Caminho viável, curto e honesto: votar contra o projeto que, se aprovado, além da população pagar bi-tributação, estará favorecendo empresários que ficarão com os lucros da industrialização.

13 de dezembro de 2008

Maringá em Brasília

Pelo menos três delegados de Maringá e Sarandi (Kiyomi Hirose, Eva dos Santos Coelho e Salete, de Sarandi) devem embarcar na noite de hoje em direção a Brasília para participarem da Conferência Nacional de Direitos Humanos. A Conferência começa na segunda-feira, dia 15 e terminará dia 18. Os organizadores (governo federal e entidades da sociedade civil) esperam aproximadamente 1500 participantes entre delegados, observadores nacionais e internacionais, jornalistas e convidados.

Cadê a Lei Seca? Molhou...

A Lei baixada pelo presidente Lula e que se dizia seca, molhou. Já é comum beber à vontade sem que nenhum policial incomode. As blitz desapareceram. Os bafômetros parecem fazer parte das coleções de armas ultrapassadas nos quartéis.
É lamentável, mas como as leis em geral no Brasil, a aparente Lei Seca que evitaria milhares de acidentes e mortes, relaxou, fracassou. Era seca e molhou. Agora é mais que comum vermos motoristas pilotando e tomando cervejas em latas ou garrafinhas descartáveis e, ousados, após esvaziá-las, as jogam pela janela no meio da rua ou canteiros. Mais comum ainda é vermos os motoristas em bares, lanchonetes e restaurantes tomarem mais de duas garrafas e saírem dirigindo, cientes de que não serão importunados pela PM.
Alguns abusados saem de chinelo de dedo, sem nenhuma cerimônia. É estarrecedor. Já presenciei várias situações de zombaria sobre a Lei que não mais é levada a sério. O pior são os motoristas que não cometem o crime de beber e dirigir, podem ser os que pagarão caro por isso, sofrendo acidentes, por não beberem e dirigir.

12 de dezembro de 2008

A dor que nunca passa

Marina Silva
De Brasília (DF)

Nos anos 1970, quando abriam a BR-364 no Acre, ela cortou ao meio o Seringal Bagaço, onde eu morava com minha família. À derrubada da mata seguiu-se uma epidemia violenta e incontrolável de sarampo e malária. Era gente doente ou morrendo em quase todas as casas. Perdi um primo e meu tio Pedro Ney, que foi uma das pessoas mais importantes da minha infância. Morreu minha irmã de quase dois anos e, quinze dias depois, outra irmã, de seis meses. Seis meses depois, morreu minha mãe. Tudo era avassalador, assustador. Uma dor enorme, extrema, que nunca passou. Para sair disso, tivemos que reconstruir, praticamente, o sentido inteiro do mundo. Aceitar o inaceitável, mas carregá-lo para sempre dentro de si. Ir em frente, enfrentar a dureza do cotidiano, sobreviver, cuidar dos outros. Viver, enfim, e dar muito valor à vida e às pessoas.
Em 1985, numa das maiores enchentes do rio Acre em Rio Branco, eu morava no bairro Cidade Nova, na periferia da cidade, numa pequena casa de onde tivemos que sair às pressas, levando o que foi possível numa canoa. O resto foi levado pelas águas, inclusive o único retrato que tínhamos de minha mãe.
Penso agora nisso tudo e acho que consigo entender o que sentem os catarinenses, mas ainda estou longe de alcançar o significado estarrecedor de uma perda tão total e instantânea como a que sofreram. Na escuridão, o morro descendo, destruindo tudo, a busca desesperada pelos filhos, a impotência. E, depois, descobrir-se só em meio ao caos: acabou a casa, foram-se as pessoas amadas, o lugar no mundo. Não há mais nada, só a vida física e a força do espírito.
Meus filhos andam pela casa com todo vigor, com toda a beleza da juventude, e sequer consigo imaginar o que seria, de uma hora para outra, vê-los engolidos pela terra, debaixo de toneladas de escombros ou mutilados para o resto da vida. É algo terrível demais até no plano da imaginação. Fere a própria alma tão fundo que chega a ser impossível entender plenamente a profunda tristeza de quem enfrenta essa realidade.
Na Londres de 1624, os sinos da catedral de São Paulo, onde o poeta John Donne era o Deão, tocavam quase ininterruptamente anunciando as milhares de mortes causadas pela peste. Atingido por grave enfermidade (que chegou a ser confundida com a peste) Donne escreveu então um de seus textos mais conhecidos, a Meditação XVII: "Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de teus amigos ou mesmo tua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti."Hoje, no mundo, os sinos dobram por todos nós e para nos acordar. Grandes desastres podem virar acontecimentos corriqueiros. Não se pode afirmar peremptoriamente que a tragédia de Santa Catarina deriva, em linha direta, das mudanças climáticas identificadas no relatório do IPCC, o Painel Internacional de Mudanças Climáticas da ONU. Mas em tudo se assemelha às previsões de possíveis impactos da mudança no clima do sul do Brasil, até o final do século 21.
A natureza, numa pedagogia sinistra, parece exemplificar o que significam esses fenômenos extremos que, em várias regiões do planeta, tenderão a provocar períodos de seca muito mais severos e outros com precipitações intensas.
As ações de mitigação necessárias e as adaptações para enfrentar esses efeitos e reduzir nossa vulnerabilidade diante deles, ainda são precárias e estão atrasadas. Os países ricos, detentores de recursos, conhecimento e tecnologia, já avançam em medidas para se proteger. As piores conseqüências deverão recair sobre os países pobres e os em desenvolvimento. A urgência é auto-explicável. Não é um cientista quem o diz e nem um livro. É a natureza, cujos avisos e alertas têm sido insanamente ignorados.
O Brasil, que ontem lançou o seu Plano Nacional de Mudanças Climáticas, não tem como deixar de fazer a sua parte, mesmo sem os meios disponíveis nos países ricos. O acontecido em Santa Catarina é um sintoma e deve ser seguido de um esforço de grandes proporções, de início imediato, para tentar evitar que se repita.
É preciso que cada um de nós, autoridades públicas, empresas e cidadãos, pensemos nos mortos, nas famílias inteiras soterradas, nas vidas destroçadas debaixo do barro, antes de sermos tolerantes com ocupação em encostas, com destruição de matas ciliares, com o adensamento de áreas de risco, com mudanças de conveniência nas legislações. Não há mais espaço para empurrar os problemas ambientais com a barriga, como tentam fazer alguns, e deixar para "o próximo" o ônus de medidas ditas antipáticas. A omissão que ceifa vidas humanas tem que acabar, mesmo à custa de incompreensões.Nos tempos atuais, há mais um componente na agenda ética: não se deixar corromper diante das pressões para ignorar a proteção ambiental e as medidas de precaução exigidas pela intensificação dos fenômenos naturais. Quem detém algum tipo de representação pública deve se convencer de que é preciso mudar profunda, rápida e estruturalmente os usos e costumes, de modo a preparar o País para um futuro de sérios desafios ambientais. Cada vez mais, não é só uma questão de errar, corrigir o erro e aprender com ele. Agora a palavra de ordem é prevenir o erro, para que não se repitam os olhares perdidos, os rostos esvaziados, o choro inconsolável, a desesperança e as mortes que vimos nesses últimos dias em Santa Catarina.

Marina Silva é professora secundária de História, senadora pelo PT do Acre e ex-ministra do Meio Ambiente.

Cuidado, Radar

Achei interessante o novo blog intitulado Radar Maringá. Para os que não tem tempo de visitar blog a blog, o Radar parece que fará por eles, sendo um caminho curto para uma visão ampla do que os blogs divulgam de informações, fofocas e acontecimentos em Maringá e região. Parabéns ao criador.

Entidades assistenciais telefonam pedindo Cestas de Natal

A aproximação do Natal significa ajudar muitas famílias necessitadas. Nesta manhã, o primeiro telefonema pedindo ajuda para organizarem Cestas de Natal para famílias necessitadas foi da Creche Menino Jesus. Outros telefonemas provavelmente devem nos contatar pedindo ajuda. Foi por meio do telefonema que percebi que de fato estamos em dezembro, que o Natal se aproxima e que o Ano está se findando. Que venha 2009.
Mas, voltando aos telefonemas e aos pedidos, interrogo-me: É bom? Bom mesmo que não fosse necessário que as entidades assistenciais tivessem que fazer Cestas e que cada família tivesse condições econômicas para organizar a sua festa e a sua cesta de Natal. Bom mesmo é que todos tivessem emprego com salário digno, saúde, educação, tempo para a cultura, lazer, viajar... Mas, como nem todos têm o que se deseja, ajudemos no que for possível. Muitas famílias anônimas ficarão felizes.
Em breve também começarão os pedidos do Correio para que a população pegue cartas nas agências para se fazer de papai Noel e atender aos pedidos das crianças.

10 de dezembro de 2008

60 anos depois da Declaração

Hoje faz 60 anos que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi proclamada por 148 nações visando evitar catástrofes como a 2ª Guerra Mundial. Lembrei-me que no dia 08 de dezembro de 2004, a Emenda Constitucional nº 45, incluiu na Constituição Federal que:
"Art. 5º
§ 3º - Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas consitucionais.
§ 4º - O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão."

Taxando ou gorfiando?

Se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come. É assim que estou me sentindo após a leitura da postagem do vereador Humberto Henrique (PT), sobre uma taxa de lixo que mais parece uma forma dos empresários e políticos se enriquecerem do que beneficiar a população. Que belo presente de Natal e Ano Novo os que votaram no prefeito de Maringá podem receber nas próximas horas. Fica claro que os que votaram assinaram carta branca para que o prefeito deitasse e rolasse sobre todos. O pior é que nós que não votamos também pagaremos caro por isso. Difícil é imaginar que muitos dos vereadores que estão aprovando estão com os dias contados na Câmara e que parecem estar arrumando a cama (prefeitura) para os próximos quatro anos.

9 de dezembro de 2008

Agradecimentos

Foto emprestada do Rigon
Dias atrás brinquei com padre João Caruana do por que nos deixaria. Era decepção política com Maringá ou vontade de realizar novas experiências enquanto ainda é jovem? Apenas me olhou e sorriu. Lembro-me de nossas primeiras viagens juntos para Curitiba, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Londrina, Querência do Norte... Uma vez ele me disse. “Corajoso você, hem!!!”. Referia-se a uma reunião que realizei ao anoitecer (ano de 1986), com colonos que estavam sendo pressionados a saírem de uma fazenda na região de Campo Mourão (10 km de distância) sem receberem os direitos trabalhistas. Eu ainda era jovem (26 anos) e não avaliava determinados riscos. É claro que padre João também era jovenzito. Foi o período em que este blogueiro, na época agente da CPT-Paraná, assessorava e acompanhava o MST na região.
Lembro-me também da disposição do padre João Caruana em se fazer presente para ajudar a evitar que despejos por parte da polícia militar fossem concretizados na região de Querência do Norte. Em uma das viagens, saímos de Maringá por volta das 23 horas, em dois veículos. Entre os presentes na viagem para Querência – visando chegar antes do batalhão da PM – estavam: padre Zenildo Megiatto, padre João Caruana, eu, Alberto Abraão e outros que nos acompanharam. Antes de alcançarmos a fazenda, passamos por algumas barreiras policiais que acompanhavam a movimentação na estrada. Fomos interpelados sobre quem éramos e o que fazíamos naquela madrugada naquele local – era aproximadamente 04 horas da madruga. Após nos identificarmos, seguimos viagem até a ocupação onde constamos já se encontrarem alguns jornalistas: Gazeta do Povo, O Diário, Estado do Paraná... Todos aguardando a polícia que não apareceu.
Ao amanhecer o dia, soubemos que não realizaram o programado porque pessoas dos Direitos Humanos e imprensa adentraram a fazenda, o que traria prejuízo à execução da “ordem” judicial. Isto foi – salvo engano – no ano de 2000.
Padre João, meus sinceros votos de agradecimento pelo seu trabalho nesta região junto aos movimentos sociais e pelo seu companheirismo. Bom descanso em sua terra natal (Malta), Feliz Natal e Ano Novo e boa sorte e trabalho com o povo do Norte do Brasil. Mas, sempre que puder, venha nos visitar.

Balanço dos blogs

A primeira coisa a fazer neste blog hoje foi tomar conhecimento da quantidade de visitantes. Fiquei surpreso. Passam de 40 mil visitas recebidas desde que o criei. Francamente. Não é fácil mantê-lo atualizado, sobretudo nestes últimos dias. Em comparação com os blogueiros que recebem centenas ou milhares de visitas/dia, este modesto está engatinhando. Mas não é pretensão chegar longe. É um "brinquedo" interativo com os que me visitam no Brasil e no exterior. A questão é que não tenho somente este. Cada blog que administro tem uma finalidade específica e, alguns, já são referências em pesquisas científicas e livros, sem contar os que fazem parte de referências em cursos de pós-graduação. Conheça-os:
  1. http://www.dicionariopopular.blogspot.com/ - Neste blog, registro todas as gírias possíveis que recebo de colaboradores de todo Brasil e as que observo no dia-a-dia, rodas de bate-papo, confraternização de fim de ano, festas, trabalho, eventos... Recebeu até hoje mais de 7.500 mil visitas;
  2. http://www.elias-brandao.blogspot.com/ - Este blog é o meu diário. Nem todos os dias tenho o que nele documentar. Não é um blog de fofoca, mas algumas vezes escapam. Nele divulgo informes, notícias, descobertas. Descrevo sobre a sociedade, política, economia, cultura, movimentos sociais... Até agora recebeu mais de 40.000 mil visitas;
  3. http://www.acaopolitica.blogspot.com/ - Blog inicialmente organizado para textos dos acadêmicos, atualmente utilizo-o para anexos do blog Diário, alguns vídeos do youtube e fotos. Já está com mais de 9.000 mil visitas;
  4. http://www.educacaoeviolencia.blogspot.com/ - Neste blog registro resumos de palestras e estudos (pesquisa) sobre educação e violência contra crianças e adolescentes. Recebeu aproximadamente 2.500 visitas;
  5. http://www.porta-da-cidadania.blogspot.com/ - Neste blog estão registrados alguns dos artigos que tenho produzido nos últimos 10 anos. Vários deles foram publicados em revistas e livros e, outros, somente podem ser encontrados neste espaço. Já recebeu até o momento mais de 11.000 mil visitas.

8 de dezembro de 2008

2400 gírias

Retornei hoje atualizando meu DICIONÁRIO POPULAR. Agora são 2400 palavras. Por outro lado, este espaço continuará recebendo matérias apenas em doses homeopáticas.

1 de dezembro de 2008

Nova ausência

Novos desafios particulares levam-me a ficar ausente do blog por mais alguns dias. Tudo correndo bem, voltarei a dialogar com os leitores após o dia 08. Até lá.

28 de novembro de 2008

Susto na madrugada

Moradores da Rua Rio Ligeiro, no Parque Tuiuti foram acordados por volta das 06 horas da manhã pelo forte barulho da batida de um carro em um monte lajotas. O motorista do veículo – parecia um gol – quase atropelou um motoqueiro nas proximidades da Rua com a Avenida Tuiuti e, desgovernado subiu o meio fio e atingiu as lajotas que, ao caírem fez um barulho ensurdecedor, acordando a todos que residem nas proximidades. Dizem que representavam estar embriagados e gritavam (“que cê ta olhando?”, “perdeu alguma coisa?”) com as pessoas que saiam à rua para conferir o que havia acontecido.

26 de novembro de 2008

Demissões à vista

Corre-se informação de que as entidades que desenvolvem assistência social em Maringá e que recebem repasses da Prefeitura de Maringá podem ficar sem os repasses. O ar é de apreensão junto às entidades que, durante a história do Brasil foram sendo incorporadas (manipuladas, engolidas pelo Estado) por meio de atribuições que pertencem ao Poder Público. Caso se concretize os não repasses, as entidades podem demitir uma avalanche de pessoas antes mesmo do Natal. Que sina, hem? Será que o município vai fazer os trabalhos que as entidades faziam, vez que é de sua responsabilidade e competência?

Sindicato X pombos

A diretoria do Sindicato dos servidores municipais de Nova Esperança (SISMUNE) reclama dos pombos de Nova Esperança que resolveram disputar alguns dos espaços do Sindicato. A questão é que os pombos estão provocando discussão entre a diretoria da entidade e a adminstração municipal (Secrataria de Obras). A direção do Sismune já fala em medidas judiciais. Coitado dos pombos. Inocentes e frágeis e ainda podem ser despejados. Brincadeiras à parte, precisa-se tomar cuidado com os pequenos "inocentes", devido as doenças que transmitem.

Preparando-se para o retorno

A partir de hoje volto a ter um tempo - apesar que limitado - para postar neste blog. Um ou outro dia ainda poderá ficar sem matéria. Mas o importante é que estou retornando.

14 de novembro de 2008

Ausência

Desculpem-me. Por falta de tempo, este Di@rio ficará sem a devida atenção até por volta do dia 28. Dependendo da importância de alguma informação que eu tenha conhecimento, abrirei espaço especial para divulgar.

12 de novembro de 2008

Autoridades políticas desrespeitam a 3ª idade

Ouvi comentários nesta manhã e há pouco confirmei por leitura no Messias de que discursos políticos ou policagens, na noite de ontem no Auditório Dona Guilhermina, em Maringá , violentaram a palestra da Drª Zilda Arns. Pior. Causarem transtornos e em seguida se retirarem do local, desrespeitando a palestrante, o arcebispo e o povo presente. Isto é que foi falta de conduta. Ou seja, descortesia.

11 de novembro de 2008

O fim da 1ª Guerra

90 anos atrás, em 11 de novembro de 1918, a Alemanha se rendeu incondicionalmente - na aparência - e a 1ª Guerra Mundial (1914-1918) chegou ao fim. Historiadores descrevem que aproximadamente 20 milhões de cidadãos (policiais e civis) foram mortos. Foi uma catástrofe apenas superada pela 2ª Guerra Mundial.

Luminárias rebaixadas

Estas luminárias rebaixadas são na vizinha cidade de Paiçandu. Observei que as de Maringá não chegam à altura das de lá em termos de luminosidade. Minha dúvida está em relação ao custo das de lá e das de cá.

9 de novembro de 2008

Psicólogo se fingi gari por 8 anos

TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO
'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino,Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.
Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica.
Então, basicamente, profissões das classes pobres.
Com que objetivo?
A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a aproximação?Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa?
Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.
Dê um exemplo.
Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis.
De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão.
O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não.
Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão'.
Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari.
Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente.
As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.
Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Eles testaram você?
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

7 de novembro de 2008

Deputado confessa ter medo da Polícia Civil

Um deputado do PSDB de São Paulo, Pedro Tobias, criticou os policiais civis daquele Estado, em greve há mais de 50 dias e confessou em plenário, na frente de um grupo de policiais, que tem mais medo da "Polícia Civil do que da facção criminosa PCC". Se o deputado encontra-se nesta posição, imaginemos os cidadãos paulistas. Leia na íntegra no Blog da Greve.

Festa na calçada da UEM

Passei pela UEM no final desta tarde e me deparei com os acadêmicos de alguns cursos festejando o final do ano letivo em plena calçada do Campus Universitário, na Rua Prof. Lauro Eduardo Werneck, com cervejas, refrigerantes e fogos. Montaram barracas com cadeiras e mesas. Como o fim de tarde se aproximou, a festa deve estar muitíssima animada e a rua talvez já esteja tomada, dificultando os motoristas que trafegam pelo local.

5 de novembro de 2008

Agora é Obama

Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos da América (EUA) – a “maior” nação do mundo –, tendo pela frente desafios incontestáveis. A alegria dos americanos – assim como da maioria dos cidadãos do mundo, independente de país e continente – comemorando a vitória de Obama fez-me lembrar da vitória do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), em 2003. Tomara que tenha êxitos – e não sorte – tanto quanto Lula. Obama pegará um país endividado, com uma diferença com Lula. A crise mundial atinge os EUA antes de Obama assumir, enquanto atingiu Lula na metade de sua segunda administração.
A apreensão dar-se-á no fator relações diplomáticas com os países dos cinco continentes. Como se relacionará com os países que vêem os Estados Unidos como inimigo. Mudará radicalmente sua forma de pensar e agir? Observei que no seu primeiro discurso a postura corporal e fisionomia já não eram a mesma. Falou como eleito. Antes era candidato. Da postura e fisionomia para a caneta e decisões políticas e econômicas são questões de influências da assessoria e pressões internas dos próprios americanos. Que tenha juízo. Marca que presidentes anteriores a Obama não tiveram e os que tiveram – infelizmente – sofreram atentados.

4 de novembro de 2008

Churrasco no Lar Escola

O Lar Escola da Criança de Maringá, entidade beneficente de assistência social, sem fins econômicos, realizará no próximo domingo um:
CHURRASCADA BENEFICENTE
Data:
09 de Novembro de 2008
Horário: 11h30 às 14h
Valor: R$ 15,00
Endereço: Rua Martin Afonso, 1441 - Jd. Novo Horizonte – Maringá-Pr.
Informações: (44) 3227-3030
Cardápio para almoço no local: Carne bovina; carne suina; linguiça; arroz branco; arroz a grega; farofa; pão; salada de tomate; salada de cebola romana; maionese; salada de cenoura; salada de repolho chinesa; mix de folhas; batata em conserva, molhos e vinagretes.
Cardápio para marmitex: Carne bovina; carne suina; linguiça; arroz branco; farofa; pão; salada de tomate; maionese; salada de repolho chinesa.
Sobremesas e bebidas a parte.
Obs.: Isento de convite, menores de 8 anos, acompanhado dos pais.

Desastre aéreo

Comentam que após moradores de Paranavaí terem telefonado ao Corpo de Bombeiros avisando que a aeronave parecia estar em perigo e caso os bombeiros tivessem se deslocado para o aeroporto para sinalizar a pista, que o acidente "talvez" fosse evitado. Quem estava em terra percebeu algo errado pelo barulho do motor e pelas manobras realizadas pelo piloto. Alguns motoristas até seguiram em direção ao aeroporto da cidade para tentar ajudar o piloto na aterrisagem, mas não tiveram êxitos.
Considerando que o aeroporto de Paranavaí é visível com o tempo bom e está intimamente ligado à cidade, na manhã do acidente poderia ter muitas núvens sobre a região do aeroporto e pista, levando o piloto a não ter visibilidade. Caso seja real, mesmo com ajuda de bombeiros e moradores, teria dificuldades em localizar a pista e pousar com segurança.

Jantar dançante do Mandato Participativo

Eleitores e simpatizantes do vereador Humberto Henrique (PT) comemorarão a vitória (reeleição) do Mandato Participativo no próximo sábado, 08 de novembro, com um jantar dançante, com início às 20h30, no salão de festa da Capela Nossa Senhora Aparecida (final da Avenida Guaiapó), tendo animação da Banda Phenix. Os convites custam apenas R$ 5,00. Convites e outras informações pelo telefone: 3028-8819, com Paulinho e também pelo e-mail: assessoria@humbertohenrique.com.br. Já solicitei a reserva dos meus.

3 de novembro de 2008

Obama X McCain - todo cuidado é pouco

O descontrole emocional de eleitores americanos pode resultar em besteira política contra o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama. Penso que Obama precisa ter cuidados pessoais e familiares além do que já existe. Para os americanos republicanos defensores do candidato John McCain e que defendem a guerra como forma “justa” de defesa dos EUA, inclusive invadindo nações em qualquer parte do mundo, a exemplo do Iraque.
Os americanos exaltados podem fazer alguma besteira contra o candidato Obama, a exemplo de atentado, acidente terrestre ou aéreo, acidente por alimentação... Dos americanos exaltados, podemos esperar de tudo, ainda mais quando é a primeira vez que um negro disputa a presidência dos EUA com chances reais de ganhar as eleições e presidir o país. Será que Obama está se precavendo? Alguém pode alertá-lo dos eminentes riscos?

31 de outubro de 2008

Escola Milton Santos forma técnicos em agroecologia

Várias autoridades compareceram na solenidade de formatura dos técnicos em agropecuária com ênfase em Agroecologia da Escola Milton Santos, ao lado da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM). A solenidade foi realizada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) que certificou cada formando.
Além dos representantes da UFPR, estiveram presentes no evento o vice-reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Mário Luiz Neves de Azevedo, a superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, no Paraná (INCRA), o vereador Humberto Henrique (PT), padre João Caruana, professores que contribuíram com a formação dos técnicos (entre eles este blogueiro), momento em que fomos homenageados e tantos outras pessoas da comunidade maringaense e região, além de familiares dos formandos, assentados de várias regiões do Paraná, representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Via Campesina e Unidad Campesina da Guatemala. Foi uma festa.
Valeu a pena a participação e a contribuição na formação técnica e humana dos filhos e filhas dos trabalhadores rurais. É interessante ver trabalhadores rurais transformando prédios abandonados em patrimônio público de Maringá.

Formatura

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), juntamente com o Instituto Técnico de Pesquisa na Reforma Agrária (ITEPA), a Escola Milton Santos (ao lado da PEM), a Escola Técnica da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e os educandos (turma Vladimir Lênin, do Curso Técnico em Agropecuária com ênfase em Agroecologia) estão em festa nesta manhã de sexta-feira. A turma Vladimir Lênin comemoram o encerramento do curso com mística, entrega de certificados e um almoço. Espera-se a presença de várias autoridades, entre elas a da reitoria da UFPR. Depois conto como foi. Fui.

30 de outubro de 2008

Atrasado

Percebi que as postagens do blog saem com uma hora de atraso. Não obedecem o horário de verão.

Temporais

Enquanto ainda estamos sobre os resquícios da ventania das eleições municipais e dos processos em andamento contra candidatos que podem ter registros de candidaturas cassadas, temos também que nos esconder dos furiosos temporais espaciais que levantam poeiras na terra, jorram granizos, derrubam árvores, arrastam coberturas e ceifam vidas.
“São Pedro” não deve está nada contente com o que presencia na terra. Será aviso aos gestores públicos devido a seus comportamentos sociais e políticos ou será aviso aos eleitores que votam de qualquer jeito e em qualquer candidato?

29 de outubro de 2008

Cassação de Belinati

A cassação do registro de Antonio Belinati a prefeito de Londrina ontem - mesmo com o direito de recursos - deve ter deixado muitos candidatos com processos em análise com a pulga atrás da orelha. Tomara que o resultado do julgamento seja o início de nossa credibilidade no Poder Judiciário. Por outro lado, ainda é cedo para acreditar que existe “Justiça”.

27 de outubro de 2008

O Lar Escola e a Semana de Artes

Deixando as coisas ruins de lado (tiroteio e morte no Parque de exposições, desabamento de 15 sacadas de um prédio residencial, assalto ao Banco Unibanco com mortes e prisões de assaltantes e mortes no trânsito de Maringá), falemos de coisas boas como a "Semana de Artes de 2008" no Lar Escola da Criança de Maringá, com o tema "A maravilhosa obra de Monteiro Lobato". As atividades estão programadas para serem realizadas de hoje (dia 27) até quarta-feira (dia 29), das 9 às 11horas e das 13h30 às 15h30.
Hoje, segunda-feira (27/10), serão desenvolvidas oficinas de teatro, leitura, pintura, música, hora do conto e dança. Amanhã, terça-feira (28/10), ocorrerá as apresentações das oficinas. Quarta-feira (29/10), haverá concurso de poesia. A indicação é que será tudo muito bonito, valendo a pena conferir de perto.

25 de outubro de 2008

Música é cultura

Educandos da Escola de Agroecologia Milton Santos, ao lado da PEM, realizam oficina de música com trabalhadores assentados desde quarta-feira (dia 22). A oficina terminará amanhã (domingo, dia 26) com apresentação musical. Entre os vários temas está o como se apropriar da música como parte da cultura popular não como mercadoria ou como ferramenta que desmoraliza as pessoas, sobretudo as mulheres. A intenção é compor e gravar uma música que traga presente o tema agroecologia, contrapondo-se aos agrotóxicos, os transgênicos e várias outras questões que rodeiam esse tema. Parabéns aos organizadores e aos violeiros.

23 de outubro de 2008

Desenvolvimento do conhecimento humano

EIS COMO SE DÁ O DESENVOLVIMENTO DO CONHECIMENTO:
  1. NO INÍCIO, QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO: Rapadura é doce, mas não é mole, não!
  2. QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL: Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.
  3. QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO: Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.
  4. QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO: O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, temsabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.
  5. QUANDO SE TEM MESTRADO: A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.
  6. QUANDO SE TEM DOUTORADO: O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restasretilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera (Linneu, 1758). No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.

Eleições no SISMMAR

Em artigo, o advogado Avanilson Araujo, caracteriza as três chapas que disputam a eleição do Sindicato dos Servidores Públicos de Maringá (SISMMAR), nesta quinta e sexta-feira. De acordo com o advogado, cada chapa representa um setor ou grupo social ou político. AQUI.

Linchamentos

Em Londrina, algumas pessoas da população tentam fazer justiça com as próprias mãos sobre quem assalta, o que não se deve. Segure a chame a polícia. Após o cidadão ser detido, responderá pelo crime. Veja vídeo com cenas de violência (sensação de justiça com as próprias mãos) não recomendáveis.

Reintegração / despejo

Além do que antecipei abaixo, lembrei-me que estava pendente na Justiça Federal que o prefeito (diga-se, a "prefeitura") tinha que se pronunciar sobre o pedido de reintegração que ele(a) fez judicialmente sobre a área em que se encontram os estudantes de agroecologia da Escola Milton Santos (MST) e Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), área ao lado da Penitenciária Estadual do Paraná (PEM). Corre-se que após vencer as eleições em 05 de outubro, houve o pronunciamento pela reintegração de posse, ou seja, pela saída dos estudantes. Podemos ter surpresas desagradáveis até o final do ano. Está nas mãos da Justiça Federal.
Sobre a finalidade da escola, desde sua criação, leia no Messias.

22 de outubro de 2008

O futuro da antiga rodoviária e do Parque do Ingá

Sempre que transito pelas proximidades da antiga rodoviária e do Parque do Ingá, lembro-me das eleições municipais e dos 57% dos votos que o prefeito de Maringá, Sílvio Barros recebeu, sinalizando-o carta branca para demolir a rodoviária e lotear/privatizar o Parque. Por enquanto nada se ouve, mas não significa que pelos bastidores o assunto não seja parte do cardápio. Será triste, mas cedo ou tarde, ouviremos e veremos o maior bafafá sobre os pontos turísticos.

19 de outubro de 2008

Celular no trânsito

Tem sido comum ver pessoas dirigindo e utilizando celular em Maringá. Francamente, não tenho dó de quem leva multa por uso abusivo de celular em trânsito. O motorista abusado coloca em risco a vida dele e de quem trafega ou caminha pelas ruas, calçadas ou canteiros. É pura falta de educação.

Gírias atualizadas

Atualizei hoje meu dicionário popular. Além das 2275 gírias publicadas, algumas centenas de palavras aguardam na fila para conferência e publicação.

18 de outubro de 2008

Seqüestro desastroso

O fim do seqüestro das garotas Naiara e Eloá, em Santo André/SP, demonstrou uma incompetência e despreparo da polícia militar de São Paulo. A ação parece ter sido inepta e irresponsável. O mais comum dos cidadãos de qualquer parte do país antecipava que uma eventual ação precipitada da polícia poderia resultar em um trágico acidente. Tornava-se evidente à sociedade desde o momento em que a polícia entregou a adolescente libertada ao seqüestrador, mas o governo e policiais de São Paulo pareciam não ver e ler as conseqüências à vista.
Há de se questionar a cobertura da mídia em criar sobre o fato dramático e finalmente drástico, um fato político, transmitindo matérias ao vivo e sensacionalistas. Ao mesmo tempo em que transmitiam as informações ao vivo, indiretamente pareciam torcer que o final fosse como uma novela, com finais diferentes: por um lado feliz e, por outro, trágico, envolvendo vários protagonistas: famílias, policiais, espectadores e os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de entidades sociais e conselhos, a exemplo do Tutelar e da Criança e Adolescente.
A forma como a mídia transmita, lia-se a sensação de que não se importavam com o que se passava naquela residência, pouco valor se dava às vidas e sim ao fato em si, que era matéria ao vivo e gratuita transmitida ao mundo e, para o feito, os diferentes canais de televisão, rádio, jornais e blogs, procuravam os melhores espaços e ângulos.

Precariedade e precarização do trabalho

Na noite de ontem assisti a palestra do prof. Giovanni Alves, da UNESP-Marília/SP, na UEM e fiquei impressionado com a quantidade de terminologias acadêmicas utilizadas para explicar a pesquisa que desenvolve sobre a precariedade e precarização do trabalho junto a trabalhadores, a exemplo dos bancários, metalúrgicos e setor da saúde.
Penso que os trabalhadores dificilmente abstrairão os resultados da pesquisa devido as terminologias nada acessíveis, devido o nível teórico e acadêmico-científico concretizado na produção escrita (livros) e falada (palestras, conferências...).
Enquanto ouvia a exposição, lembrava-me das reclamações que os trabalhadores assentados me confiavam quando de minha pesquisa de mestrado: “nossa maior decepção em relação às pessoas das universidades (referiam-se a professores e alunos) é que vem aqui, nos entrevistam, falam que vão escrever a respeito só que agente não fica sabendo o resultado do que escreveram. Somente nos exploram e nada nos devolvem”.
Quando os trabalhadores falam em “ter de volta”, significa “ter” em linguajar acessível ao conhecimento deles, o que, na maioria das vezes, não acontece com os pesquisadores que se apropriam do conhecimento social, transformam-no em conhecimento científico de acesso acadêmico e os verdadeiros produtores de conhecimento – os trabalhadores – ficam à margem do conhecimento deles sistematizado academicamente.
A academia precisa repensar sua forma de comportamento quando de pesquisa de campo. Nesse sentido, sou admirador de Thompson. O cara escreveu de forma simples, clara e objetiva. Resultado: acadêmicos e não-acadêmicos o entendem com relativa facilidade, diferente de infinitos pensadores, sociológocos, historiadores, filósofos ou pedagogos contemporâneos que se acham no mundo das idéias (Platão), falando e escrevendo difícil.

15 de outubro de 2008

Urgentíssimo - VIRUS

Fiquem atentos(as)!
Está circulando na internet uma nova fraude. Roubam seu endereço Hotmail, mudam a senha e, através do messenger e e-mail entram em contato com todos os seus amigos, obviamente fazendo-se passar por você, dizendo que você está com grandes problemas econômicos e que você precisa urgentede um empréstimo, pedindo que depositem o dinheiro em uma determinada conta corrente, ou então pedem um nº de cartão de crédito ou documento similar (REPITO, sempre no SEU nome, como se fosse você). Alterando, a senha você não terá como entrar nas suas mensagens para alertar os seus contatos. Fale com todos os seus amigos que NÃO ACEITEM o contato sonia_cabrilis de Hotmail, porque é um virus que formata seu computador, e, se for aceito, por algum contato seu, automaticamente você estará infectado!PRESTE MUITA ATENÇÃO!!!
Como se não bastasse, você pode receber um e-mail Power Point chamado 'la vida es bella' ('la vita è bella') que aparentemente é inofensivo, mas, NÃO ABRA DE MANEIRA NENHUMA E CANCELE-O IMEDIATAMENTE!!!!
Se esse arquivo for aberto, seu monitor lhe mostrará uma mensagem que diz :'já é tarde demais, a vida não é mais bela!'. Em seguida você perderá tudo o que tiver no computador e o remetente da mensagem terá acesso ao seu computador em seu lugar; acessará seu e-mail e tudo o mais! Esse é um novo vírus que começou a circular na rede. Temos de fazer DE TUDO para bloquear este novo vírus!
O vírus foi criado por um hacker que se auto-define o 'dono da vida', e o seu objetivo é o de destruir os computadores domésticos para lutar contra a Microsoft; por isso usa a extensão: .pps.
O alerta pode ser falso, mas é melhor os leitores se precaverem.

Correria

Os leitores já observaram que as postagens neste blog não têm sido diárias. Até dezembro não serei fiel ao nome do blog: “Di@rio”. A correria tem tomado meu tempo e assim continuará por um período ainda imprevisível. Conto com a compreensão, mas sempre que eu tiver informações, disponibilizarei neste espaço.

13 de outubro de 2008

Trato é trato 2

Para sacanear com a primeira brincadeira "trato é trato", que a entenderam "machista", inverto-a:
Mais de trinta anos de harmonia conjugal de dar inveja. Poucas discussões, vários filhos e alguns netos e netas. Como a vida não dura para sempre, a mlher morre e deixa o marido cabisbaixo e triste. Desconsolado, definha e em poucos meses também vai para o céu. Lá ele encontra a mulher e corre até ela:
- Amor, minha queriiiidaaaaaa! Que bom te reencontrar! Vim atrás docê.
Ela responde rapidamente:
- Pera lá! Lá na Igreja, nosso trato foi: ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE!... Agora estamos em outra. Aqui tudo é diferente. Sai prá lá!!!!!!

Câmara de Cambé terá três portadores de deficiência

Aminadabe Martins, presidente da União dos Deficientes Físicos de Cambé/PR (UNIDEFI), informa que três pessoas com deficiencia conseguiram se eleger para o cargo de vereador, em Cambé/PR: Ivani de Souza, ex-presidente da Unidefi; Paulo Tardiole, associado da Unidefi e presidente de Associação de moradores e; Mario Som na mesma linha do anterior, associado e presidente de associação de moradores.

Afirma Martins que em Cambé a renovação nos poderes foi quase que geral. Mudou o prefeito e dos 10 vereadores, somente 01 foi reeleito. Segundo o presidente da Unidefi, a maioria dos 09 vereadores eleitos são oriundos dos movimentos populares e serão muito cobrados para que possam ser reeleitos em 2012.

11 de outubro de 2008

A crise e a riqueza

A crise mundial que assola o mundo em 2008, servirá por um curto período de tempo ao menos para deixar os ricos menos ricos. Os pobres não ficarão em melhores situações, haja vista que há possibilidade de aumento do desemprego, mas os ricos perderão dinheiro e por um período de tempo as diferenças financeiras entre ricos e pobres diminuirá.

10 de outubro de 2008

Função do apóstrofo

A professora solicitou que os alunos respondessem:
- Qual a função do apóstrofo?
Um deles escreveu:
- apóstrofos são os amigos de Jesus, que se juntaram naquela jantinha que Michelângelo fotografou.
Precisa mais?

9 de outubro de 2008

Fumando escondido

Aplicações financeiras

* * Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1000,00 em ações da Nortel Networks, um dos gigantes da área de telecomunicações, hoje Teria R$ 59,00!

* * Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1000,00 em ações da Lucent Technologys, outro gigante da área de telecomunicações, hoje teria R$ 79,00!

* *Agora, se você tivesse, em janeiro/2006, gasto R$ 1.000 ,00 em Skol (entenda em Cerveja, não em ações), tivesse bebido tudo e vendido

* * somente as latinhas vazias, hoje teria R$ 80,00!!!

Conclusão: No cenário econômico atual, você perde menos dinheiro ficando Sentado e bebendo cerveja o dia inteiro...

MAS É IMPORTANTE LEMBRAR, QUEM BEBE VIVE MENOS:

a) Menos triste;

b) Menos deprimido;

c) Menos tenso;

d) Menos p... da vida!

* * Pensem nisso... e... Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama! Se não me chamar, pelo menos me manda as latinhas!

* * QUE EU VENDO TUDO!!!

Parabéns FAFIPA

Soube que a FAFIPA (Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí) ficou em 3º lugar na classificação das Faculdades Estaduais e no 19º Lugar no ranking geral do MEC. Parabéns aos professores e alunos da instituição. A Faculdade deixará muitos acadêmicos e educadores de universidades do Paraná com inveja.

Vereador pede Câmara menos inchada

O vereador maringaense Humberto Henrique (PT) protocolou novamente um requerimento propondo a realização de um estudo para determinar a reorganização da estrutura administrativa da Câmara Municipal de Maringá. Ele quer uma Câmara menos inchada, economizando recursos públicos e com total transparência. Oficializa uma adequação dos cargos e salários, de acordo com a real necessidade de cada setor. Muito bem Humberto. Leia AQUI.

8 de outubro de 2008

Trato é trato

Mais de meio século de harmonia total naquele casamento. Dai ele morre e, não demora muito, ela também vai para o céu. Ela encontra o marido e corre até ele:
- Queriiiidooooo! Que bom te reencontrar!
E ele responde:
- Não vem não! O trato foi: ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE!... VAZA!... Sai fora!!!

7 de outubro de 2008

O sobe e desce de alguns partidos

Fernando Rodrigues, em 07/10, faz um comparativo interessante das eleições em nível nacional nos anos de 2000, 2004 e 2008 entre PT, PMDB, PSDB e DEM, quanto aos votos conquistados ou perdidos, apontando um sobe e desce na matéria "PMDB desbanca PT e PSDB no número de votos para prefeitos em todo o país". Tomei a liberdade para inverter a seqüência apresentada por ele:
  • Em 2000, o PSDB havia sido o campeão (13.518.346 votos ou 16% do total). Era seguido pelo PMDB (13.257.650 votos ou 15,7%), DEM (12.973.544 ou 15,4%) e PT (11.938.734 ou 14,1%).
  • Em 2004, o campeão de votos para prefeito havia sido o PT, com 16.326.047 votos, o equivalente a 17,2% do país. O segundo colocado há quatro anos foi o PSDB (15.747.592 ou 16,5%). O PMDB era apenas o terceiro colocado (14.249.339 ou 15%).
  • Já em 2008, os candidatos a prefeito pelo PMDB receberam um total de 18.422.732 votos. Essa montanha de sufrágios equivale a 18,6% dos votos válidos de todo o país dados a candidatos a prefeito nas votações de primeiro turno, segundo trabalho estatístico do jornalista Piero Locatelli.

Rodrigues parece que se esqueceu que o pleito encerrado foi apenas do primeiro turno. Em algumas cidades do interior do país e em várias capitais as eleições continuam (segundo turno), o que alterará significativamente o quadro final de votos para os partidos políticos.

Reapareceu

Depois de um mês se recuperando do acidente, Paulo Vidigal reapareceu postando no blog e assustado com o resultado das eleições em Maringá. Calmo Paulo. Vocês terão mais quatro anos para "trabalhar" com o Sílvio.

Lula ironiza FMI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não perdeu tempo e ironizou o FMI (Fundo Monetário Internacional) devido a crise norte-americana. Disse Lula: ''Quando era o Brasil ou a Argentina que apresentava uma crise, o FMI sempre dava palpite e ditava o que fazer ou não fazer. Agora, cadê o FMI?''. Também já mudou os discursos e admite que a crise chegará ao Brasil, mesmo que de forma leve. Mas o que é leve? Mais sobre o que disse, no Vermelho.

6 de outubro de 2008

Novas gírias no dicionário

Mais algumas dezenas de gírias foram incorporadas por mim no Dicionário Popular online. Visite-o e deixe sua participação. Seja um colaborador, enviando novas gírias. Eis um aperitivo:
  1. AGASALHANDO O CROQUETE = cobrindo o cabelo, guardando o pênis...
  2. BATENDO AS BOTAS = morrendo, partindo para o outro “mundo”.
  3. BOTAR A BARATINHA NO ESPETO = fazer relação sexual, penetrar o pênis na vagina.
  4. BOTAR A PERERECA PRÁ TOMAR LEITE DE CANUDINHO = relação sexual.
  5. CHORANDO O LEITE DERRAMADO = chorando a derrota, triste.
  6. CHUTANDO O BALDE = mandando embora, dispensando, reagindo.
  7. COM A CORDA NO PESCOÇO = sendo pressionado, com pouco tempo.
  8. COSTA QUENTE = tem apoio, tem alguém por trás.
  9. DANDO UMA DE MANÉ = fazendo-se de bobo, esperto.
  10. DESCABELAR O PALHAÇO = masturbar-se.
  11. DESCASCANDO ABACAXI = resolvendo problemas.
  12. ENCHENDO LINGÜIÇA = enrolando, passando o tempo, passando o outro para trás.
  13. ENTROU PELO CANO = se ferrou, saiu-se mal, deu-se mal em alguma coisa.
  14. JOÃO SEM BRAÇO = fazendo-se de bobo, esperto.
  15. LAVANDO AS MÃOS = saindo fora, desistindo de alguma coisa.
  16. MALA SEM ALÇA = folgado, que se encosta, que se aproveita de situações e de amizades, exibido, metido, chato, insuportável.
  17. MINHOCA NA CABEÇA = pensando bobagem ou besteira, pensativo.
  18. PENDUROU A CHUTEIRA = parou, desistiu, não querer mais.
  19. QUEIMANDO A ROSCA = fazendo sexo anal.
  20. SOLTANDO A FRANGA = abrindo-se, oferecendo-se sexualmente.
  21. TESTA DE FERRO = tem costa quente, tem apoio de alguém, forte.
  22. TIRANDO ÁGUA DO JOELHO = urinando, mijando.
  23. TROCANDO OS PÉS PELAS MÃOS = fazendo o que não deve, se arriscando, querendo ser adiantado, cometendo erros.
  24. TROCAR O ÓLEO = masturbar-se.
  25. UMA MÃO LAVA A OUTRA = pessoas que se ajudam.

As eleições em Maringá

Estou analisando as eleições municipais realizada domingo (dia 05) e em breve disponibilizarei aos leitores. Antecipadamente observo que o resultado em Maringá não está isolado do contexto político regional, estadual e nacional. Um conjunto de fatores políticos contribuiu com a decisão das eleições em primeiro turno e estava visível aos olhos e ouvidos de quem não estava diretamente envolvido nas campanhas. Mas, adianto apenas que a ansiedade política cega e ensurdece as pessoas, prevalecendo a emoção no lugar da razão. Disto falo depois. Me cobrem...

Luizinho Gari

Outro que merece parabéns e reconhecimento é o Luizinho Gari e todos seus colegas garis que se envolveram de corpo e dedicação na campanha. Não tinham dinheiro mas tiveram disposição. Quando não estavam trabalhando na limpeza da cidade, estavam pedindo votos e distribuindo os poucos panfletos que conseguiram. Os 1932 votos recebidos por Luizinho, pelo que observei, foram votos resultado do esforço coletivo dos garis para elegerem um representante da categoria no Legislativo e, por pouco, consegueriam. Nossa família desta vez ficou dividida para vereador: alguns para Humberto Henrique e outros para Luizinho que, indiretamente faz parte da família. Parabéns ao Luizinho e garis.

Parabéns Humberto Henrique

A reeleição do Humberto Henrique foi o voto de confiança e credibilidade de todos nós pelo que fez na Câmara entre 2004 e 2008. Merece nossos parabéns pelo trabalho que realizou e que deve continuar para adquirir mais confiança dos eleitores que nele votaram e dos que ainda não o conhece. A postura na Câmara, as cobranças realizadas sobre o Poder Executivo e sobre seus pares na Câmara e o comportamento social e político (a exemplo da prestação periódica de contas) garantiu nossos votos e conquistou centenas de outros.
Apesar das tantas frustrações dos últimos anos, defender seu nome, seu trabalho na Câmara e suas atitudes ajudaram-nos a conquistar vários outros votos para sua reeleição. Agora, mais experiente que antes, que o Humberto seja um legislador mais atuante para continuar com nosso apoio e confiança. Humberto, jamais se esqueça que ser vereador não é profissão e sim serviço à comunidade. PARABÉNS.

3 de outubro de 2008

Professor fala como escolher o candidato

O professor de ética e filosofia política da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Roberto Romano, fala à UOL notícias de São Paulo em como escolher o candidato a vereador e a prefeito neste domingo. O professor ainda estava indeciso sobre em quem votar para vereador, mas apresenta interessantes dicas e fez-me lembrar de mais de dez colegas professores aqui de Maringá que hoje de manhã (dois dias das eleições) ainda estavam indecisos em quem votar, sobretudo para vereadores. Se os teóricamente cultos ainda continuam em dúvidas há menos 48 horas das eleições, imaginemos o povão. Ouça a entrevista.

Eleição do tapetão

Atualizado às 16h40min.: A maioria da população é desinformada sobre a função do vereador e do prefeito e o resultado prático - lamentável - é o de votar em qualquer um e de qualquer jeito. A maioria dos candidatos se aproveita da situação dos eleitores desinformados para ganhar o voto do eleitor no tapetão, enganando o eleitor com promessas populistas e assistencialistas, falcatruas e pesquisas duvidosas.
Pensando alto: muitos dos candidatos não sabem o que farão caso sejam eleitos e a maioria são candidatos laranja, lançados para puxar votos para candidatos de interesse do partido ou coligação. Que podemos esperar do resultado das eleições em Maringá no domingo diante de eleitores que não se preocupam com o tipo de pessoa que elegerá e diante de candidatos laranja?
Quem quer que vá dos candidatos a prefeito para o segundo turno ou venha a ser eleito no primeiro, não representará o resultado das urnas, pois o processo eleitoral antidemocrático (cancelamento de debates pelos canais de televisão, promessas questionáveis e muito dinheiro jogado na campanha) faz do resultado uma eleição de tapetão.
Avalio que a mídia, sobretudo a televisiva, terá enorme responsabilidade social, política e cultural com o resultado final (independente dele) que não representará a realidade concreta em um processo que poderia ter sido democrático e em termos de pesquisa eleitoral poderia ser diferente e próximo da realidade política. Será a eleição da rasteira política, semelhante às eleições “do voto de cabresto” do passado remoto, onde o “coronel” decidia o resultado final. A diferença é que em Maringá a mídia será a responsabilizada, tendo por trás a influência direta das forças e grupos políticos. Para Maringá está sofrendo um retrocesso irreparável. Que não sirva de lição e parâmetro às futuras eleições.

2 de outubro de 2008

Temporal X campanha eleitoral

O temporal que caiu sobre Maringá na tarde de ontem favoreceu os candidatos a prefeito que fazem campanha sem dinheiro, visto que ninguém pode fazer bandeiraço ou carreata e todos - ao menos ontem - ficaram em pé de igualdade. Por outro lado, é bom que não chova no domingo para que todos os eleitores possam votar. A chuva no dia da eleição prejudica as candidaturas pobres e dificulta sobretudo aos idosos se deslocarem até os locais de votação.

Retirando o carro

Neste momento os bombeiros estão retirando o gol do Bariani de debaixo da árvore.

Resquícios do temporal em Maringá

Várias regiões de Maringá sofreram com o temporal que desabou no final da tarde de quarta-feira (01). Uma árvore da Rua Rio Ligeiro, esquina com Avenida Tuiuti - no Parque Residencial Tuiuti, que por sinal continua sobre o veículo - na frente de minha residência, também não resistiu aos ventos e foi ao chão caindo sobre o Gol do Wilson Bariani. O veículo havia sido arrumado de um acidente automobilístico há poucos dias e agora foi alvo do temporal. Eis algumas fotos e um vídeo:

Vídeo do carro:

1 de outubro de 2008

Mais uma carreata

Comentei nesta matéria que apenas havia visto carreatas de três (Ênio, Wilson e Sílvio) dos oito candidatos. Agora vejo e-mail informando que João Ivo também fará carreata no sábado, dia 04, véspera da eleição, com concentração às 14h00, na Avenida Gastão Vidigal, em frente ao Antigo Aeroporto. Pode ser que um ou outro candidato tenha realizado carreata e eu não tomei conhecimento.

30 de setembro de 2008

Votos cativos e votos de emoção

A eleição de domingo poderá comprovar que os eleitores de João Ivo e do PT são cativos (cada um com os seus). A soma dos votos dos candidatos a prefeito, João Ivo (agora no PMDB) e Ênio Verri (PT), no dia 05 de outubro, poderá aproximar-se dos votos do primeiro turno que o PT recebeu nas eleições de 2000 e 2004. Caso não fossem dois e sim um único candidato, o resultado das eleições no dia 05 de outubro – em percentuais – poderia ser outro.
Vários fatores dividiram os votos creditados ao PT (ou José Cláudio, em 2000 e a João Ivo, em 2004): debandada de militantes do PT para o PSOL, PSTU e PMDB e, a apresentação visual de bom prefeito e de promessas eleitorais que Sílvio Barros conseguiu emplacar junto ao povão, o que pode resultar em votos imediatos, que eu poderia ler como voto visual ou emocional. A mesma avaliação pode ser realizado em relação aos eleitores de Dr. Batista, Wilson Quinteiro, Ana Pagamunici, Claudemir Romancini e Rogério Mello. Quem sempre votou neles, não muda.
A questão é que boa parte da população pende para candidatos que as pesquisas indicam na frente ou em quem passa a imagem de ser melhor como eleito, apresentando-se melhor na mídia, prometendo mais “ações”, falando mais bonito ou que deposita mais panfletos e banners nas casas e datas vazias. São os eleitores indefinidos politicamente. Que tanto faz, como tanto fez. Que vota porque é obrigado e não pesa o valor e o peso do voto, nem mesmo procura saber e conhecer o candidato para o qual vota, menos ainda acompanhar os trabalhos que o candidato desenvolverá depois de eleito.
Como a campanha ainda está correndo solta, melhor avaliação do quadro eleitoral somente poderá ser desenvolvida após o dia 06 de outubro.

29 de setembro de 2008

O analfabeto político

Bertold Brecht, que nasceu em 1898 e faleceu em 1956, parece ter escrito o poema "O analfabeto político" aos eleitores de Maringá, alertando-os de que é necessário ouvir, ver e não se encantar com a belas falas e promessas de alguns políticos. Disse Brecht:
O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta,
O menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.

Planeta JC

Novo link pode ser acessado ao lado na lista dos indexados. É o Planeta de JCecílio. Muito bom e criativo. Visite-o.

Carreatas

Dos oito candidatos a prefeito de Maringá, não vi carreatas de cinco deles (João Ivo, Ana Pagamunici, Claudemir Romancini, Dr. Batista e Rogério Melo). Três candidatos (Ênio Verri, Wilson Quinteiro e Sílvio Barros) fizeram barulho pelas ruas e avenidas, agradando alguns e sendo rejeitados por tantos outros. Como estamos na última semana, fica a pergunta: será que os que não fizeram carreatas ainda farão antes do dia 05 de outubro?

De Buarque de Holanda para os políticos de Maringá

Neste momento estou lendo "Raízes do Brasil", de Sérgio Buarque de Holanda e uma passagem chamou-me atenção devido as eleições para prefeito e vereadores, em Maringá, diante dos resultados de pesquisas, da forma como se utilizam os programas eleitorais, do respeito (ou falta dele) à Constituição e Lei Orgânica e sobre o imaginário popular, desde a Primeira República até hoje. Escreveu Holanda:
"As constituições feitas para não serem cumpridas, as leis existentes para serem violadas, tudo em proveito de indivíduos e oligarquias, são fenômeno corrente em toda a história da América do Sul. É em vão que os políticos imaginam interessar-se mais pelos princípios do que pelos homens: seus próprios atos representam o desmentido fragrante dessa pretensão".

27 de setembro de 2008

Ar de desconfiança

O que tenho sentido desde ontem a noite é um ar de desconfiança em relação ao resultado da pesquisa do Ibope para prefeito de Maringá. As pessoas concordam que Sílvio Barros esteja na frente dos demais candidatos, mas muitas são as duvidas sobre a percentagem divulgada pelo Instituto.

Últimos programas

Os dois últimos programas eleitorais de rádios e TVs poderão interferir nos votos dos indecisos. Dependerá em grande parte da esperteza da assessoria de comunicação dos candidatos em explorar os votos dos indecisos e em explorar o resultado da pesquisa do Ibope, sem entrar em desespero político. O único que com certeza explorará ao máximo a pesquisa divulgada é o prefeito atual – e no lugar dele quaisquer dos candidatos fariam o mesmo. Por outro lado, tenho observado que os eleitores (em grande parte) estão na retaguarda, desconfiados da pesquisa, não se manifestando publicamente sobre em quem votar, indicando que somente as urnas definirão o resultado final.

Pesquisa define eleição?

A forma como a pesquisa do Ibope tem sido divulgada pela mídia (rádios e televisões) em qualquer cidade do país ajuda na definição dos votos dos indecisos? Pode definir uma eleição? Prejudica alguns candidatos?

25 de setembro de 2008

Professores politizados

Em palestra que realizei na noite de ontem (24) no Auditório Ney Marques (UEM), sobre “Educação em Direitos Humanos”, ficou claro a ausência de conhecimento sobre o que seja Direitos Humanos entre acadêmicos e professores. Pelas questões levantadas, observei que a maioria dos professores do ensino básico, fundamental e médio – mais do que fazer cursos de pós-graduação ou aperfeiçoamento –, além dos professores do ensino superior, necessitam de se politizarem, como diziam Paulo Freire e Karl Marx.
Não basta que os professores tenham criatividades em sala de aula se não são questionadores, críticos, políticos, abertos ao que é diferente/novo e em discussão no mundo contemporâneo. Educador não pode ser alienado. Precisa acompanhar a evolução tecnológica para que não continue com dificuldades de acompanhar e ajudar os alunos, mas também questionar o que está posto, analisar, criticar, projetar...
Não basta exercer a profissão de professor e ser mero transmissor de conteúdos de livros didáticos ou para-didáticos. Todo professor precisa raciocinar, pensar e adquirir o hábito da leitura e da escrita. É necessário socializar e discutir o que sabem (ou não sabem) sem abandonar a evolução científica e tecnológica.
Os professores – em sua maioria – não podem continuar analfabetos político-sociais. Se o Estado ou as instituições de ensino públicas ou privadas não oferecem ou dão oportunidades aos seus educadores, que estes as busquem ou pressionem a conquista. É necessário que as questões e temáticas sociais e políticas façam parte da vida dos educadores e dos alunos: saúde, violência, meio ambiente, direito de ir e vir, papéis dos poderes, trabalho, gestão pública, entre outros, independente se a disciplina é matemática, história, física, geografia, química, sociologia, filosofia, português, educação física ou outra.
A inclusão das questões sociais é educativa e por isso são "Direitos Humanos" sem que o nome apareça. Esta é uma reflexão de parte do que apresentamos e discutimos na noite de ontem.

24 de setembro de 2008

Adesivagem de fim de tarde

Comparando a campanha eleitoral atual para prefeito de Maringá com as duas últimas (2000 e 2004), mesmo tendo aumentado a frota de veículos na cidade nestes últimos anos, poucos são os veículos com adesivos de candidatos a prefeito ou a vereador perambulando pelas ruas e avenidas. Ontem, após as 17 horas, na esquina da Avenida Tiradentes com a Duque de Caxias, mais de 10 pessoas (CCs e candidatos a vereador) da coligação do prefeito atual tentavam colar adesivos nos veículos ou doá-los aos condutores que paravam no semáforo. Da enorme fila de veículos (de 10 a 15 veículos na Tiradentes que consegui observar) apenas um motorista aceitou que o veículo fosse adesivado. Achei estranho o desespero da equipe e não o comportamento dos motoristas e fiquei a pensar: coincidência do momento ou a realidade política não é a que se divulga na rádio peão sobre quem está na frente para prefeito? Talvez seja a analise sobre a quantidade mínima de veículos adesivados que esteja levando alguns candidatos – sobretudo os que têm como investir em materiais e dinheiro – a investirem na divulgação por meio da adesivagem de veículos que circulam pela cidade. Surtir-se-á efeito? Não sabemos, mas observo que a eleição do dia 05 de outubro poderá trazer surpresas eleitorais e deixar alguns candidatos a prefeito decepcionados com os índices eleitorais, sobretudo os que estão jogando todas as forças visíveis e invisíveis na campanha.

23 de setembro de 2008

O Ibope nas ruas de Maringá

Logo após o almoço, no campus da UEM - em frente o DCE -, observei uma pesquisa do Ibope, realizada por Jaqueline Martins Fernandes e Carlos Alberto Campos. A pesquisada foi uma mulher. Tudo foi muito rápido. Perguntaram o nome, endereço, telefone, formação, idade, avaliação do prefeito, do governador do Paraná... Em quem votará para prefeito? E em quem não votará em nenhuma hipótese? Já para o fim da pesquisa, as surpresas. A pesquisadora começa a perguntar: em um segundo turno em quem você não votaria para prefeito entre Sílvio e João Ivo? E entre Sílvio e Ênio? E entre Sílvio e dr. Batista? E entre Sílvio e Quinteiro? E, E, E... Em seguida deram uma cédula com o nome de todos os candidatos de Maringá e pediram para que votasse em um deles e colocasse a cédula em uma urna que a pesquisadora carregava a tira-colo. Nisso, perguntei. Vocês são do Ibope ou do Sílvio? “Nós somos do Ibope e somos de Curitiba. Só estamos em Maringá fazendo a pesquisa”. E por que a certeza do Sílvio no segundo turno com um outro candidato? Não é estranha esta pesquisa do Ibope? “Também já nos perguntaram sobre isto, mas nós só perguntamos o que nos passaram para perguntar e é o que está no papel”. Se apressaram em agradecer e, num piscar de olho, desapareceram por entre a multidão que estava na frente da lanchonete nas proximidades da CEF. Foi vapt, vupt.
Esqueci de publicar a foto acima tirada no final da tarde de sexta-feira, na saída para Campo Mourão. Era um “ônibus” escolar em péssimas condições. O veículo nos fez lembrar das denúncias da mídia sobre ônibus utilizados pelas prefeituras do interior do Brasil. Não conseguimos identificar o município a que o “ônibus” pertence. A lateral esquerda – ao lado do motorista – onde deveria ter um vidro havia uma tábua. Era coisa feia e perigosa. Muita irresponsabilidade do gestor do município que avaliza um veículo desse a transportar crianças, adolescentes e adultos - alunos e professores. Eta Brasil.

22 de setembro de 2008

Fim de semana

Atualizado - Minha programação de fim de semana foi acadêmica. Sexta-feira a tarde e noite (dia 19) acompanhei o deputado estadual, Tadeu Veneri, que veio a Maringá para palestrar na VI Jornada de Políticas Públicas da UEM (foto acima). O deputado discorreu sobre a importância da educação no e do campo, observando que todos os materiais educacionais e os programas pedagógicos são preparados para uma educação urbana, usando-as também no campo, quando a realidade é totalmente diferente. Para Veneri, é necessário rubricas dos governos estadual e federal que garanta recursos para a educação do campo, beneficiando os filhos dos trabalhadores rurais, sejam assentados ou não.
No sábado (dia 20) estivemos com os professores e acadêmicos da UEM, campus de Maringá e Cianorte, no assentamento e Cooperativa Vitória Ltda, em Paranacity/PR. Mesmo com a chuva, mais de 50 pessoas participaram do evento em Paranacity (fotos à esquerda e à direita – clique sobre para ampliá-las). Conheceram a história da COPAVI (quando em 2003 ocuparam a área e que só existia cana pertencente à Usina Santa Terezinha), a organização, a produção, a comercialização e visitaram a área: horta, ordenha, criação de bovinos, suinos e a granja. Uma professora confessou que jamais imaginava a existência de uma organização tão bem estruturada como aquela. Disse que a imagem que tinha do MST era a repassada pela mídia e que agora iria incentivar que outros professores e alunos conheçam melhor o Movimento e as experiências positivas como a cooperativa, antes de acreditarem no que a mídia transmite (a professora foi aplaudida).